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Tarcísio de Freitas, pré-candidato em SP, defende privatizações e venda da Sabesp

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Tarcísio de Freitas, pré-candidato em SP, defende privatizações e venda da Sabesp

Segundo Tarcísio de Freitas, a privatização da Sabesp poderá gerar ganhos de eficiência e governança, além de recursos para o governo

Tarcísio de Freitas, pré-candidato em SP, defende privatizações e venda da Sabesp
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Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 17 de fevereiro – O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse hoje que é pré-candidato ao governo de São Paulo e defendeu a realização de privatizações, incluindo da empresa paulista de saneamento Sabesp que, segundo ele, poderia ser realizada em duas fases para gerar mais valor à administração estadual.

Durante participação em evento na sede da TC, Freitas destacou que o governo federal tem avançado em diversas desestatizações, como de portos, aeroportos e da Eletrobras, e disse ainda que mesmo discussões sobre uma eventual venda futura da Petrobras não têm mais sido tratadas como um tabu.

“O brasileiro já aceita privatização, a sociedade já entendeu que a privatização é necessária, é necessário diminuir o tamanho do Estado. A resistência à privatização é cada vez menor. Com algumas garantias e um bom modelo, você conquista todo mundo”, afirmou.

“Vocês já viram hoje o próprio presidente da República admitir que a venda de Petrobras é um projeto plausível. E o que a sociedade precisa perceber é que eventualmente a venda de um ativo que é do Estado pode retornar para o Estado. Você pode fazer política social, que é necessário, devolvendo para o brasileiro o valor que é do brasileiro”.

Ao comentar o processo de desestatização da Eletrobras, que será realizado por meio de uma oferta de novas ações, diluindo a participação estatal na companhia, Freitas disse acreditar que a operação será concluída ainda neste ano, com resultados além do esperado.

“Nós vamos privatizar a Eletrobras. O primeiro passo agora no Tribunal de Contas da União nós demos”, afirmou. “Quando o mercado perceber que realmente a Eletrobras vai, vai se posicionar. Na hora da venda, o valor vai acabar surpreendendo todo mundo. Acho que vamos ter uma venda muito interessante”, apontou Tarcísio de Freitas.

Eleições e Sabesp

Questionado sobre a possível disputa das eleições pelo governo paulista, Freitas confirmou que é pré-candidato e disse ver enorme potencial para melhorias no Estado, que classificou como “uma locomotiva”.

Ao comentar seus planos para uma eventual administração estadual, o agora ministro defendeu a privatização da empresa de saneamento Sabesp, que segundo ele poderá gerar ganhos de eficiência e governança, além de recursos para o governo.

“Você pode até fazer essa venda em mais de uma etapa, você mantém uma participação minoritária, valoriza e depois sai do negócio lá na frente. Isso aí gera um volume de recursos muito interessante para o Estado, e o custo pro consumidor de um saneamento privado é mais baixo que o saneamento público”, avaliou Tarcísio Freitas.

“Não estou falando que a Sabesp não seja uma empresa arrumada, perante as outras que nós temos, é uma empresa já listada. Mas sem dúvida nenhuma o controle privado vai ser muito melhor, não tenho dúvida disso. Chegando lá a gente vai vender a Sabesp, sim”.

Economia

O ministro ainda disse que as privatizações e licitações realizadas no governo do presidente Jair Bolsonaro representam a contratação de R$1 trilhão em investimentos em infraestrutura, que vão apoiar o crescimento neste e nos próximos anos.

“Quem aposta que o Brasil não vai crescer, está apostando errado. A infraestrutura vai ser uma alavanca para esse crescimento – pelo investimento em si e pela repercussão desses investimentos no custo-Brasil”, afirmou.

Freitas também avaliou que o desempenho do Produto Interno Bruto do Brasil em 2022 deverá ficar acima de projeções de mercado, que apontam para expansão de 0,3%, segundo o último boletim Focus do Banco Central.

“Todo mundo que está apostando que o crescimento desse ano vai ser zero vai ter que revisar o crescimento para cima”, afirmou ele, sem citar uma estimativa para o PIB.

Texto: Luciano Costa
Edição: Artur Horta
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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