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Governo central tem déficit de R$39,4 bilhões em maio, diz Tesouro

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Governo central tem déficit de R$39,4 bilhões em maio, diz Tesouro

No acumulado de 12 meses até maio, o déficit do governo central é de R$21,3 bilhões, equivalente a 0,26% do Produto Interno Bruto

Governo central tem déficit de R$39,4 bilhões em maio, diz Tesouro
gabriel-pontes

Atualizado há cerca de 1 mês

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Brasília, 29 de junho – O governo central reportou déficit primário de R$39,4 bilhões em maio, pior que o projetado pela agência Reuters, de R$30,3 bilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro nesta quarta-feira.

Em maio, as despesas do governo central – composto pelo Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social – subiram 20,6%, em termos nominais ante o mesmo mês do ano passado, alcançando R$ 161,39 bilhões. Já as receitas líquidas registraram elevação de 8,1%, a R$122,04 bilhões.

No acumulado de 12 meses até maio, o déficit é de R$21,3 bilhões, equivalente a 0,26% do Produto Interno Bruto. No acumulado do ano, no entanto, o governo central reporta superávit de R$39,21 bilhões, ainda influenciado pelo resultado de janeiro, quando reportou excedentes de R$76,5 bilhões.

A meta fiscal prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2022 projeta déficit de R$170,5 bilhões.

Em maio do ano passado, as despesas do governo central registraram déficit de R$20,96 bilhões, em valores nominais.

Projeções

O Tesouro também passou a projetar, em documento, que as contas públicas começarão a registrar superávit primário entre os anos de 2023 e 2024, revertendo um quadro de déficit primário que teve início em 2014.

“Em decorrência da evolução das receitas e despesas, espera-se que o Resultado Primário do Governo Central melhore nos próximos anos, revertendo de uma situação de déficit para superávit a partir de 2024. Em comparação com as projeções oficiais apresentadas no PLDO 2023, haveria uma antecipação dessa reversão em um ano”, explicou o Tesouro.

O Tesouro também projetou que a dívida bruta do governo geral encerre este ano em 78,3% do PIB, e avance 0,2 ponto percentual em 2023, a 78,5% do PIB. A partir de 2025, entretanto, passará a recuar, alcançando proporção de 78,2% do PIB.

Estendendo o horizonte, o Tesouro prevê, em seu quadro de projeções, que a dívida bruta alcance patamar de 69,9% do PIB em 2031, beneficiado pelo crescimento econômico e pela melhora dos resultados fiscais primários.

O órgão prevê, entretanto, perspectiva de crescimento mais persistente da dívida líquida, com trajetória de queda apenas a partir de 2028, quando alcançaria 64,4% do PIB.

A publicação do novo relatório fiscal, iniciada hoje, ocorrerá a cada seis meses.

Texto: Gabriel Ponte
Edição: Allan Ravagnani
Imagem: Vinicius Martins / Mover
Comentários: [email protected]

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