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Campos Neto diz que é cedo para discutir queda de juros

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Campos Neto diz que é cedo para discutir queda de juros

Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto reiterou que o Comitê de Política Monetária está monitorando a evolução da inflação global

Campos Neto diz que é cedo para discutir queda de juros
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Atualizado há 14 dias

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São Paulo, 23 de junho – O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse hoje em coletiva de imprensa que é cedo para abrir uma discussão sobre quando a taxa básica de juros poderá ser reduzida no país, tendo em vista o cenário de incerteza na economia global.

Ao lado do diretor de Política Econômica, Diogo Guillen, Campos Neto reiterou que o Comitê de Política Monetária está monitorando a evolução da inflação não só no Brasil, mas também no âmbito global, para ajustar a sua política monetária. Segundo ele, o ambiente altamente incerto impede uma discussão adiantada sobre quando será possível reduzir os juros.

A coletiva de hoje adiantou as projeções que serão divulgadas no Relatório Trimestral de Inflação na próxima quinta-feira, em data adiada devido à greve de servidores do BC.

O BC revisou a projeção do Produto Interno Bruto de 2022 de 1,0% para 1,7%, refletindo o aumento do consumo das famílias e das exportações, segundo Guillen. Ele afirmou, porém, que a atividade econômica deve começar a sentir o aperto da política monetária no segundo semestre. Pelo lado da inflação, a projeção deste ano passou de 6,3% no RTI de março para 8,8%. Para 2023, a projeção também foi elevada, de 3,1% para 4,0%, e em 2024, de 2,3% para 2,7%.

Campos Neto não respondeu se o Conselho Monetário Nacional, que se reunirá hoje, poderá ajustar as metas de inflação deste e dos próximos anos. “O BC tem um voto de três no CMN e seguirá as diretrizes que forem impostas”, disse.

O presidente do BC explicou que as projeções já contemplam possíveis reajustes de combustíveis, mas também refletem a pressão de preços em bens industriais e de serviços, ambos impactados pelos gargalos da cadeia de suprimentos.

Entretanto, as expectativas não contemplam as medidas discutidas no Congresso para reduzir os preços de combustíveis. Campos Neto disse que o BC aguardará a aprovação e o detalhamento desses textos para então incluí-los nas projeções.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Gabriela Guedes
Imagem: Vinicius Martins / Mover
Comentários: [email protected]

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