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Bolsonaro demite Bento Albuquerque do Ministério de Minas e Energia

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Bolsonaro demite Bento Albuquerque do Ministério de Minas e Energia

Saída de Bento Albuquerque ocorre em meio a ataques de Bolsonaro à política de preços da Petrobras e atrasos na privatização da Eletrobras

Bolsonaro demite Bento Albuquerque do Ministério de Minas e Energia
tcuser

Atualizado há cerca de 2 meses

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São Paulo, 11 de maio – O presidente Jair Bolsonaro trocou o comando do Ministério de Minas e Energia na manhã desta quarta-feira, exonerando o ministro Bento Albuquerque e nomeando para seu lugar Adolfo Sachsida, atual chefe da Secretaria Especial de Assuntos Econômicos do Ministério da Economia.

Bento Albuquerque comandava a pasta desde o começo do governo e sua exoneração foi “a pedido”, segundo o Diário Oficial da União desta manhã. A troca ocorre em meio a ataques de Bolsonaro à política de preços da Petrobras e atrasos no calendário da privatização da Eletrobras.

Em sua tradicional transmissão ao vivo na internet, na última quinta-feira, 5, Bolsonaro criticou a Petrobras enquanto a companhia divulgava seu balanço financeiro do primeiro trimestre. A petroleira reportou lucro líquido e operacional recordes de janeiro a março deste ano, apoiada pelas cotações do petróleo Brent, referência internacional, que se mantiveram em patamar historicamente alto durante o período.

Bolsonaro atacou a petroleira por “faturar horrores” e registrar lucros maiores em momento de crise, o que ele comparou a “um crime”. O presidente disse que “não manda” na companhia e descartou intervenção em sua gestão, mas pediu que a estatal não aumente novamente os preços dos combustíveis. Ele também qualificou os resultados da estatal como um “absurdo” e “um estupro”.

A chegada de Sachsida para o Ministério de Minas e Energia é um sinal de força e uma vitória do ministro da Economia, Paulo Guedes, depois de vários reveses nas últimas semanas, de acordo com o colunista da Mover Guillermo Parra-Bernal.

Além de trazer uma pessoa com profundo conhecimento técnico para o comando do ministério que está em meio da privatização da Eletrobras e do imbróglio com os combustíveis, a decisão tira o comando da pasta das mãos do Centrão pelo quarto ano consecutivo, analisou Parra-Bernal.

Texto: Lucia Boldrini, Luciano Costa e Gabriel Ponte
Edição: Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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