0

Tom duro do Copom já faz analistas verem Selic maior em 2021

mercados

Tom duro do Copom já faz analistas verem Selic maior em 2021

Decisão de elevar taxa Selic para 2,75% deu a entender que ritmo irá se manter em maio, e diversos analistas elevaram projeções para cima

Tom duro do Copom já faz analistas verem Selic maior em 2021
guilherme-maradei-dogo

Atualizado há mais de 1 ano

Ícone de compartilhamento

São Paulo, 19 de março – A decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central, Copom, nesta quarta, de elevar em 0,75 ponto percentual a taxa básica de juros, a taxa Selic, fez com que o juro básico atingisse 2,75% ao ano, e deu a entender que o ritmo irá se manter em maio. A sinalização fez com que diversos analistas do mercado financeiro revisassem para cima as projeções para a taxa no final de 2021 e 2022.

 

Santander aponta aperto monetário mais forte e BofA vê alta com bons olhos

O Credit Suisse, o Santander e o Bank of America, o BofA, divulgaram ontem as previsões mais altistas para a Selic. O Credit Suisse fez a revisão mais agressiva, passando a projeção de 4,50% para 6,50% no final de 2021, acréscimo de 200 pontos-base.

O Santander também fez um ajuste similar ao do CS, ampliando a estimativa da taxa de juros de 4,00% para 5,50% em 2021. Os analistas do banco espanhol veem um aperto monetário em ritmo mais forte e entendem que a alta da Selic visa valorizar o real e, assim, auxiliar no cumprimento da meta de inflação.

O BofA, que também tinha uma previsão de Selic em 4,00% para 2021, passou a ver a taxa em 5,00%. Para 2022, o banco americano também elevou sua projeção: de 5,25% para 5,75%. A alta recente é vista com bons olhos pelo BofA, já que permite ao Brasil “navegar por um ambiente mais complexo interno e externo”.

UBS BB manteve previsão para a Selic, citando alívio de riscos inflacionários

Por outro lado, os analistas do UBS BB mantiveram suas projeções para a Selic no fim deste ano e do próximo, mesmo com a surpresa com o Copom.

Para eles, haverá um alívio nos riscos inflacionários, com a queda do Produto Interno Bruto, PIB, brasileiro no primeiro trimestre, com um “hiato na produção”, devido às novas medidas de restrições pela segunda onda da Covid-19. A previsão para a Selic em 2021 segue em 4,00% ao ano, e em 5,25%, no ano que vem.

Texto: Guilhermo Dogo
Edição: Bárbara Leite e João Pedro Malar
Arte: TC Mover


Leia também

Especial: Vacinação é preocupação fiscal e solução à pandemia, diz Barros

XP vê saída de Brandão precificada em ação do BB (BBAS3), que tem queda moderada

Especial: Vale (VALE3) tenta mudar escritura de títulos; detentores minoritários se opõem

relatorios
image

Receba todas as novidades do TC

Deixe o seu contato com a gente e saiba mais sobre nossas novidades, eventos e facilidades.

Receba todas as novidades do TC

Deixe o seu contato com a gente e saiba mais sobre nossas novidades, eventos e facilidades.