0

Sites estrangeiros avançam 60% no e-commerce brasileiro, mostra pesquisa

mercados

Sites estrangeiros avançam 60% no e-commerce brasileiro, mostra pesquisa

A participação dos sites estrangeiros no e-commerce do Brasil passou de 14% para 17% em 2021, mesmo em meio à alta do dólar

Sites estrangeiros avançam 60% no e-commerce brasileiro, mostra pesquisa
leonardo-goy-villar

Atualizado há 4 meses

Ícone de compartilhamento

São Paulo, 1 de abril – O comércio eletrônico via sites internacionais no Brasil cresceu 60% em 2021, na comparação com o ano anterior, com o faturamento somando R$36,2 bilhões, numa velocidade duas vezes maior do que o crescimento de todo e-commerce no Brasil no período.

Os dados são da pesquisa Webshoppers da NielsenIQ|Ebit e Bexs Pay, obtidos com exclusividade pelo Scoop by Mover.

Segundo o levantamento, o faturamento total do comércio eletrônico no Brasil, incluindo sites nacionais e estrangeiros, chegou a R$218,9 bilhões em 2021, um aumento de 32% em relação a 2020.

A participação dos sites estrangeiros no Brasil passou de 14% para 17% em 2021, mesmo em meio à alta do dólar no ano passado. Segundo o estudo, isso pode ser explicado por uma maior integração de meios de pagamento locais pelos sites internacionais, com o uso de moeda e métodos como Pix, cartão de crédito e débito.

Segundo o diretor de e-commerce da NielsenIQ Ebit, Marcelo Osanai, o crescimento ocorreu apesar da alta do dólar por dois motivos principais: a entrada de novas plataformas, como a Shopee, que aumentam a oferta de produtos, e os preços mais competitivos.

Em 2021, 56% dos entrevistados afirmaram ter comprado via Shopee, ante 8% em 2020. Sites mais conhecidos como Amazon e AliExpress foram citados por 44% dos entrevistados cada um, percentual inferior aos de 2020, quando 52% mencionaram ter usado o AliExpress e 49%, a Amazon.

O crescimento da participação das vendas de sites internacionais no e-commerce brasileiro se dá em um contexto em que o governo analisa editar uma Medida Provisória para tributar as compras nessas plataformas, diante da reclamação de empresários locais, que acusam AliExpress, Shein, Wish, Shopee e Mercado Livre de atuarem como “camelôs digitais”, trazendo produtos ao Brasil com facilidades no pagamento de impostos e dominando o mercado.

A pesquisa foi realizada através de entrevistas feitas entre os dias 25 e 28 de janeiro deste ano junto a 3.375 consumidores brasileiros.

*Esta reportagem foi publicada primeiro às 10h40 exclusivamente aos assinantes. Quer receber notícias e furos em primeira mão? Assine um dos planos do TC.

Texto: Leonardo Goy
Edição: Allan Ravagnani
Imagem: Vinicius Martins / Mover

relatorios
image

Receba todas as novidades do TC

Deixe o seu contato com a gente e saiba mais sobre nossas novidades, eventos e facilidades.

Receba todas as novidades do TC

Deixe o seu contato com a gente e saiba mais sobre nossas novidades, eventos e facilidades.