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Santander passa a ver taxa Selic em 9% no fim do ciclo e PIB abaixo de 5%

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Santander passa a ver taxa Selic em 9% no fim do ciclo e PIB abaixo de 5%

O Santander elevou as projeções para a taxa Selic e inflação, reduzindo a previsão para o crescimento do país, na esteira do risco fiscal

Santander passa a ver taxa Selic em 9% no fim do ciclo e PIB abaixo de 5%
guilherme-maradei-dogo

Atualizado há 8 meses

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São Paulo, 21 de outubro – Os analistas do banco Santander elevaram a projeção da taxa Selic no fim do ciclo de alta, além de reduzir a previsão de crescimento do país e elevar a projeção de inflação em 2021, em reação à piora do cenário fiscal e elevação de preços das commodities.

No mais recente relatório do banco, a previsão da taxa Selic foi elevada de 8,50% para 9,00%, com previsão de volta ao patamar neutro de 7,00% apenas no segundo semestre de 2023. O aperto mais duro se dará para conter o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, cuja projeção passou de 8,50% para 9,00% em 2021 e de 4,30% para 4,70% em 2022.

Ante dados econômicos mais fracos do que o esperado no terceiro trimestre, os analistas do banco reduziram as expectativas para o Produto Interno Bruto, PIB, deste ano de 5,10% para 4,90%. Para o ano que vem, a projeção foi reduzida de 1,70% para 1,50%, por “efeito da alta dos juros e piores condições financeiras”.

O câmbio também deve ter pressão extra, especialmente por fatores externos, como o início da retirada de estímulos nos Estados Unidos, que segundo o Santander pode começar em novembro, e a desaceleração da China. O dólar teve a projeção elevada de R$5,25 para R$5,35 no fim deste ano, mas mantida em R$5,55 para o ano que vem.

Preocupação fiscal

No cenário fiscal, os analistas dizem esperar uma abertura artificial de espaço no Teto de Gastos pela entrada de mais despesas obrigatórias, como o novo programa social do governo federal. Eles estimam um pagamento extra teto de precatórios de cerca de R$ 30 bilhões no próximo ano.

Com isso, o déficit primário de 2022 deve ser de 1,3% do PIB, maior do que a projeção para este ano, de 0,5% do PIB, “deixando mais clara a trajetória de deterioração da dívida”, conclui o relatório.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Lucia Boldrini e Letícia Matsuura
Arte: Mover

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