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Respostas macroeconômicas à ômicron podem ser limitadas por inflação, alerta Fitch

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Respostas macroeconômicas à ômicron podem ser limitadas por inflação, alerta Fitch

Fitch pondera que uma desaceleração global sincronizada por ômicron, semelhante à do primeiro semestre de 2020, é "altamente improvável"

Respostas macroeconômicas à ômicron podem ser limitadas por inflação, alerta Fitch
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Atualizado há 8 meses

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Brasília, 29 de novembro – A agência de classificação de risco Fitch Ratings alertou nesta segunda-feira que, caso a nova cepa da Covid-19, classificada como “ômicron” pela Organização Mundial da Saúde, consolide-se, respostas macroeconômicas à variante podem ser dificultadas pela atual pressão inflacionária.

Em documento assinado por Brian Coulton e Mark Brown, economistas da agência, a Fitch pondera, entretanto, que uma desaceleração global sincronizada, semelhante à ocorrida no primeiro semestre de 2020, é “altamente improvável” que ocorra.

Contudo, a agência lembra que, apesar de ainda ser “muito cedo” para incorporar os efeitos da nova variante às projeções econômicas, a possibilidade de intervenções, como a implementação de lockdowns por países para diminuir a taxa de contágio da covid-19, apresenta-se como um “risco contínuo” à economia global.

“Mas a experiência da maioria dos países grandes sugere que cada onda sucessiva de infecções pelo coronavírus tem efeitos decrescentes ao crescimento, à medida que as economias adaptam-se, por exemplo, por meio de mudanças nos padrões de trabalho e de consumo.”

Em outro ponto, a agência alerta que a recuperação de setores fortemente afetados pela pandemia, como os de turismo e de viagens internacionais, aos níveis pré-pandêmicos, pode ser afetada pela nova cepa. A Fitch também lembra que o deslocamento da demanda por bens para serviços também pode desacelerar com a nova variante.

Cautelas monetárias com ômicron

Ao fim, a Fitch atenta para as limitações de respostas monetárias à ômicron, citando a escalada de preços observada em âmbito global atualmente. “Poderia haver um efeito inflacionário, caso novos bloqueios, ou um distanciamento social voluntário, restringissem as recuperações da oferta de trabalho ou acentuassem a escassez e gargalos das cadeias de oferta.”

Dessa forma, os economistas que assinam o relatório preveem que as autoridades monetárias serão cautelosas em adiar a normalização dos ajustes monetários.

A Fitch atualizará suas projeções para as 20 maiores economias em seu próximo relatório trimestral, previsto para ser divulgado em dezembro.

Texto: Gabriel Ponte
Edição: Iolanda Nascimento
Arte: Mover

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