0

Reajuste da ANS nos planos de saúde deve ser positivo para o setor, diz analista

mercados

Reajuste da ANS nos planos de saúde deve ser positivo para o setor, diz analista

Hoje, a ANS anunciou um teto de reajuste de 15,5% para o preço das mensalidades dos planos de saúde individuais ou familiares

Reajuste da ANS nos planos de saúde deve ser positivo para o setor, diz analista
maria-luiza

Atualizado há cerca de 1 mês

Ícone de compartilhamento

São Paulo, 26 de maio – O ajuste anunciado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar no valor dos planos individuais e familiares deve ser um gatilho positivo para as operadoras de saúde no segundo semestre, por facilitar o repasse de preços aos contratos, segundo o analista da Ativa Investimentos, Leo Monteiro.

Em 2021, a ANS estipulou percentual negativo de 8,19% para o reajuste no preço das mensalidades dos planos de saúde individuais ou familiares, em função da queda das despesas assistenciais com o arrefecimento da pandemia de Covid-19, o que prejudicou o ticket das empresas do setor. Hoje, a agência anunciou um teto de reajuste de 15,5%, em linha com o esperado pela Ativa.

O novo percentual é o teto válido entre maio de 2022 e abril de 2023 para os contratos de cerca de 8 milhões de beneficiários, ou 16,3% dos consumidores de planos de assistência médica no Brasil.

“Ao todo são 49,1 milhões de beneficiários com planos de assistência médica no País, de acordo com dados referentes a março de 2022”, disse a ANS em nota.

Monteiro explicou à Mover que em 2021 as operadoras tiveram dificuldade de repassar custos, porque, apesar de os planos individuais e familiares não representarem a maior fatia dos produtos das seguradoras – como no caso dos planos empresariais – eles servem como comparativos e dão poder de barganha na hora de negociar os planos corporativos.

A situação se refletiu nos tickets médios fracos que as seguradoras reportaram nas últimas divulgações financeiras, e no consequente aumento nos índices de sinistralidade. Esses fatores se somaram às altas nos juros, que prejudicam empresas em processos de aquisição e fusão, e à inflação de custos, o que derrubou os balanços trimestrais das companhias, sobretudo das seguradoras.

A SulAmérica viu seu lucro líquido de janeiro a março cair 54,7% na base anual, a R$24,4 milhões, enquanto o indicador da Rede D’Or diminuiu 44%, a R$225 milhões. A Hapvida reportou prejuízo líquido de R$182 milhões no período, revertendo lucro líquido de R$151,8 milhões. A Porto, ex-Porto Seguro, apurou queda de 40,6% no seu lucro líquido em um ano, a R$175,1 milhões.

“Não vejo a presença desse catalisador positivo para o setor no segundo trimestre, porque o reajuste da ANS começa a vigorar em julho, em geral. Até lá, a dificuldade de repasse de preço permanece”, completou Monteiro.

As units da SulAmérica (SULA11) e as ações ordinárias de Rede D’or (RDOR3) e Hapvida (HAPV3) encerraram o pregão de hoje em altas de 5,41%, 6,12% e 5,22% respectivamente, a R$27,27, R$37,67 e R$7,06. As ordinárias da Porto (PSSA3) fecharam em alta de 1,28%, a R$20,54, e as da Fleury (FLRY3) e Dasa (DASA3) valorizaram 3,28% e 3,66%, em ordem, a R$15,41 e R$19,81.

Texto: Maria Luiza Dourado
Edição: Gabriela Guedes
Imagem: Vinicius Martins / Mover

Nesta matéria

SULA11

SUL AMERICA S.A.

21,64

-0,43

-1,94%

Relacionadas

RDOR3

Rede DOr S�o Luiz S.A.

28,51

-0,30

-1,03%

DASA3

DIAGNOSTICOS DA AMERICA S...

15,29

0,00

+0,00%

FLRY3

FLEURY S.A.

15,87

-0,43

-2,63%

HAPV3

HAPVIDA PARTICIPACOES E I...

5,62

0,15

+2,74%

PSSA3

PORTO SEGURO S.A.

18,01

0,25

+1,40%

Powered by

Análise de Investimentos

relatorios
image

Receba todas as novidades do TC

Deixe o seu contato com a gente e saiba mais sobre nossas novidades, eventos e facilidades.

Receba todas as novidades do TC

Deixe o seu contato com a gente e saiba mais sobre nossas novidades, eventos e facilidades.