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Prévia da inflação: IPCA-15 desacelera em maio, mas sobe mais que o esperado

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Prévia da inflação: IPCA-15 desacelera em maio, mas sobe mais que o esperado

Em maio, o IPCA-15 registrou alta de 0,59%, abaixo dos 1,73% anotados em abril, mas acima dos 0,45% projetados pelo mercado

Prévia da inflação: IPCA-15 desacelera em maio, mas sobe mais que o esperado
guilherme-maradei-dogo

Atualizado há cerca de 1 mês

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São Paulo, 24 de maio – A prévia da inflação oficial de maio medida pelo IPCA-15, Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15, confirmou as expectativas de desaceleração, mas veio acima das projeções, mostrando persistência no aumento de preços mesmo após as elevações na taxa básica de juros.

O IPCA-15 de maio teve variação de 0,59%, acima dos 0,45% esperados, puxado por produtos farmacêuticos e combustíveis, enquanto a energia elétrica apresentou deflação no período. Esse foi a maior variação para o mês desde 2016, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

No acumulado de 12 meses, o índice ficou em 12,20%, ante expectativa de 12,03%, sendo essa a maior alta para o IPCA-15 desde novembro de 2003.

Por volta das 9h30, as taxas dos contratos futuros de juros apresentavam avanço de até 22 pontos-base ao longo de toda a curva, uma forte aceleração e que mostra a preocupação dos investidores quanto ao cenário inflacionário local e seus possíveis impactos no crescimento econômico.

“O IPCA-15 de maio surpreendeu muito a nós e ao mercado”, afirmou Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Corretora.

De acordo com o TC Matrix, a difusão do IPCA-15 caiu de 78,75% para 74,93%, o que significa que menos itens contribuíram para a elevação de preços, enquanto a média dos núcleos subiu de 0,82% para 1,03%.

Sanchez afirma ainda que “em consequência, os núcleos mostraram-se muito mais pressionados do que antevíamos, denotando uma péssima dinâmica inflacionária, o que preliminarmente deverá impulsionar nossa perspectiva para o IPCA do ano”, afirmou.

A maior alta no IPCA-15 veio do grupo de saúde e cuidados pessoais, refletindo o aumento de 5,24% de produtos farmacêuticos, consequência do reajuste de 10,89% nos medicamentos em abril. Já o maior peso veio do grupo de transportes, que registrou alta de 1,80% no período, refletindo o aumento de 18,40% das passagens aéreas.

Entre as desacelerações mais importantes está a energia elétrica, que apresentou deflação de 14,09%, e foi a responsável pela queda de 3,45% do grupo de habitação. O resultado reflete a adoção da bandeira verde nas contas de luz a partir de 16 de abril.

O grupo de alimentos e bebidas também desacelerou em maio, mas ainda com alta de 1,52%, com maior influência dos alimentos para consumo em domicílio, em especial o leite longa vida, cebola e pão francês.

Já os combustíveis, principais vilões da inflação nos últimos meses, tiveram uma desaceleração, mas ainda ficaram em patamar elevado. A gasolina subiu 1,24%, enquanto o etanol teve alta de 7,79%.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Allan Ravagnani
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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