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Patria e GIC são sondados para financiar termelétrica da Marquise, dizem fontes

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Patria e GIC são sondados para financiar termelétrica da Marquise, dizem fontes

A usina termelétrica planejada tem capacidade de geração de até 1,3 GW e marcaria a entrada da Marquise para o mercado de energia elétrica

Patria e GIC são sondados para financiar termelétrica da Marquise, dizem fontes
tcuser

Atualizado há cerca de 1 mês

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Washington/São Paulo, 18 de maio – O Pátria Investimentos e o cingapuriano GIC estão entre os fundos de investimentos sondados pelo Grupo Marquise para viabilizar até US$1 bilhão para construir uma usina termelétrica no Sudeste, disseram ao Scoop by Mover duas fontes diretamente envolvidas nas negociações.

Segundo as fontes, que falaram sob a condição de anonimato, a usina termelétrica planejada tem capacidade de geração de até 1,3 gigawatts e marcaria a entrada da Marquise para o mercado de energia elétrica. Além de energia, Grupo Marquise, que já atua em setores como gestão de resíduos, construção civil e hotelaria, também analisa oportunidades nas recém-lançadas concessões de gestão de resíduos sólidos e de saneamento básico.

O projeto se ampara na Lei 14.182 de 2021, aprovada no Congresso e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro em julho passado. O projeto estabelece condicionantes para a privatização da Eletrobras, entre elas a contração de até 8 GW de usinas termelétricas entre 2026 e 2030.

Em entrevista ao Scoop, o diretor-presidente do Grupo Marquise, Hugo Nery, afirmou que, para financiar o projeto, não está descartado emitir debêntures ou até mesmo abrir o capital da empresa. Ele, no entanto, não confirmou as informações sobre os possíveis financiadores da termelétrica. Procurados, Pátria e GIC, que administra os investimentos do fundo soberano de Cingapura, não retornaram aos pedidos de comentários.

A Marquise atualmente atende a uma população de cerca de 14 milhões de pessoas na gestão de resíduos em cidades paulistas como Osasco e São Paulo, Fortaleza, no Ceará, Manaus, no Amazonas, e Natal, no Rio Grande do Norte.

“Estamos com todas as possibilidades de alocação de capital sendo estudadas”, disse Nery, que afirmou que uma oferta inicial de ações ainda não foi discutida, mas que os acionistas “estão abertos a qualquer análise que faça sentido”.

Uma das fontes afirmou ao Scoop que o desafio do Grupo Marquise é criar musculatura para tirar a ideia do papel, o que só será possível se a empresa conseguir convencer o mercado financeiro sobre a viabilidade da termelétrica. Por isso, além da conversa com o Pátria e o GIC, a companhia também estaria em busca de sócios operadores no setor de energia.

*Esta reportagem foi publicada primeiro mais cedo, às 10h02,  exclusivamente aos assinantes. Quer conferir notícias e furos em primeira mão? Assine um dos planos do TC.

Texto: Leonardo Goy e Bruna Narcizo
Edição: Gabriela Guedes e Guillermo Parra-Bernal
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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