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Mercado eleva projeção da Selic para 2021 e 2022 por receio fiscal

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Mercado eleva projeção da Selic para 2021 e 2022 por receio fiscal

As previsões do boletim Focus para Selic e PIB repercutem a deterioração do cenário fiscal do país, com as ameaças ao Teto de Gastos

Mercado eleva projeção da Selic para 2021 e 2022 por receio fiscal
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Atualizado há 10 meses

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São Paulo, 25 de outubro – As previsões do boletim Focus, do Banco Central, repercutem fortemente a deterioração do cenário fiscal do país, com as ameaças ao Teto de Gastos. Especialistas consultados pelo relatório veem a Selic beirar os dois dígitos em 2022, o dólar mais alto e o Produto Interno Bruto abaixo dos 5% em 2021.

Nesta semana, os economistas consultados elevaram a previsão da taxa básica de juros para 2021 de 8,25% para 8,75%, o que implicaria em duas elevações de 125 pontos-base nas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária neste ano.

Para o ano que vem, os economistas passaram a ver a Selic em 9,50%, ante os 8,75% previstos na semana passada. A instabilidade ainda seria sentida até 2023, já que a previsão para a taxa passou de 6,50% para 7,00%, acima do chamado “nível neutro”.

Peso da inflação

O cenário inflacionário é um dos agravantes dessa alta dos juros, uma vez que os economistas passaram a ver o IPCA em 8,96% no fim deste ano, ante 8,69%, contrariando as expectativas de que a inflação diminuiria o ritmo no segundo semestre.

Esse foi o 29º aumento consecutivo. Para 2022, a estimativa passou de 4,18% para 4,40%, aproximando-se cada vez mais do teto da meta, em 5,00%.

Apesar da alta da Selic, o dólar deve seguir em valorização, ficando acima de R$5,00 pelo menos até 2024. Para este e para o próximo ano, os economistas elevaram as estimativas para a moeda americana de R$5,25 para R$5,45. Para 2023, a previsão é que o dólar valha R$5,20; para 2024, R$5,10.

Produto Interno Bruto

De outro lado, as expectativas para o PIB seguem se deteriorando, com a expectativa de crescimento para este ano voltando a ser reduzida, de 5,01% para 4,97%. Para 2022 a estimativa também voltou a cair, de 1,50% para 1,40%.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Felipe Corleta e Stéfanie Rigamonti
Arte: Vinicius Martins / Mover

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