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Juros disparam e derruba Ibovespa; no radar, Copom, emprego, balanços: Espresso

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Juros disparam e derruba Ibovespa; no radar, Copom, emprego, balanços: Espresso

Encerrando na mínima do dia, o Ibovespa amargou 2,11% com piora das expectativas para inflação, enquanto juros avançaram até 46 pontos-base

Juros disparam e derruba Ibovespa; no radar, Copom, emprego, balanços: Espresso
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Atualizado há 8 meses

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São Paulo, 26 de outubro– O Ibovespa fechou perto da mínima do dia, de volta aos 106 mil pontos, acompanhando a piora das expectativas para inflação e juros após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15, IPCA-15 , de outubro vir acima do esperado.

Os juros futuros dispararam e passaram a projetar uma alta de mais de 1,75 ponto percentual para a taxa básica de juros, Selic, na decisão do Comitê de Política Monetária, Copom, amanhã, enquanto vários bancos subiram suas estimativas para 1,5 ponto agora e em dezembro.

Ibovespa amarga e juros avançam

O Ibovespa fechou em queda de 2,11%, a 106.419 pontos nesta terça-feira, refletindo preocupações com a inflação e com os investidores de olho na reunião do Copom para decidir a Selic. Os setores mais sensíveis ao rali dos DIs, como imobiliário e de consumo, foram os grandes perdedores, com a curva de juros avançando em toda extensão em até 46 pontos-base, projetando 188 pontos-base de alta da Selic amanhã e 172 pontos na próxima. Já o dólar futuro subiu 0,15%, a R$5,570.

As ações ordinárias da EDP, com alta de 2,23%, lideraram o Ibovespa, após lucro líquido 70% maior no terceiro trimestre. Foram seguidas por preferencial classe A da Braskem, 1,78%, que pode apresentar resultados financeiros melhores do que os volumes de vendas e produção no trimestre passado, estimam analistas; e Metalúrgica Gerdau PN, 1,09%, refletindo alta no minério de ferro e dólar futuro.

As vilãs foram preferencial da Azul, queda de 8,38%, após se tornar acionista da fabricante de aeronaves elétricas Lilium; unit Getnet, 7,79%; e ordinária da EZTec, impactada por inflação e juros em alta.

Na contramão, Nova York renova máximas

No exterior, os índices em Nova York renovaram seus recordes após resultados de empresas acima do esperado. Os índices Dow Jones e o S&P500 renovaram seus recordes novamente, com altas de 0,04% e 0,18% nesta terça-feira, em meio aos bons resultados das empresas americanas no terceiro trimestre. O Nasdaq 100 avançou 0,29%. Após o fechamento, Alphabet e Microsoft também superaram o consenso de lucro em seus balanços.

O petróleo tipo WTI alcançou nova máxima desde outubro de 2014, em alta de 1,06%, com forte demanda nos Estados Unidos. Já o Brent subiu 0,87%.

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Texto: Mover
Edição: Beatriz Lauerti e Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins/ Mover

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