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IPCA: Inflação avança 0,73% e termina 2021 em dois dígitos

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IPCA: Inflação avança 0,73% e termina 2021 em dois dígitos

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo avançou 0,73%, uma deflação percentual ante novembro, quando o IPCA ficou em 0,95%

IPCA: Inflação avança 0,73% e termina 2021 em dois dígitos
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Atualizado há 7 meses

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São Paulo, 11 de janeiro – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo fechou 2021 em dois dígitos, acima do que o mercado esperava. Considerado o índice oficial da inflação no Brasil, o IPCA desacelerou em dezembro, mas ainda ficou acima do consenso, de acordo com dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O índice avançou 0,73%, uma desaceleração de 0,22 ponto percentual ante novembro, quando o IPCA ficou em 0,95%. Com isso, a inflação fechou o ano de 2021 com variação de 10,06%, acima da meta do Conselho Monetário Nacional, de 5,25%. Essa é a maior taxa anual acumulada desde 2015, quando o avanço havia sido de 10,67%. O mercado esperava variação de 0,65% para o IPCA em dezembro, e projetava que o índice terminaria o ano em 9,97%.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, deve enviar hoje carta ao Ministério da Economia justificando o não cumprimento da meta de inflação.

Diferente do mês anterior, desta vez todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tiveram alta. O que mais pesou em dezembro foram os preços de vestuário, que avançaram 2,06%, grupo seguido por artigos de residência, que subiu 1,37%, e alimentação e bebidas, que ficou em 0,84%.

No caso do vestuário, a alta foi influenciada principalmente por roupas masculinas, com peso de 2,53% dentro do grupo, roupas infantis, com 2,11%, e roupas femininas, com 2%.

Com relação aos artigos de residência, os itens mobiliários foram os que mais pesaram sobre o IPCA, avançando 2,07% nos preços, e eletrodomésticos, com 1,77%.

Habitação e transportes

Enquanto esses dois grupos foram destaques no mês anterior devido à alta dos combustíveis e da energia elétrica, em dezembro ocuparam a quarta e quinta posição entre os maiores avanços de preços, subindo 0,74% e 0,58%, respectivamente. Isso mesmo com a manutenção da bandeira Escassez Hídrica, que tem maiores taxas, que foi implementada no ano passado, durante período de maior seca dos últimos 91 anos no Brasil.

Em relação aos transportes, a desaceleração da inflação se dá principalmente pela queda de preço do etanol, de 2,96%, da gasolina, que caiu 0,67%, e do óleo diesel, que recuou 0,33%. A queda nos preços dos combustíveis acontece após setes meses seguidos de alta.

Texto: Stéfanie Rigamonti
Edição: Allan Ravagnani
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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