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Investidor olha para payroll, IPCA em dia ameno no exterior, balanços dos EUA da próxima semana no radar

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Investidor olha para payroll, IPCA em dia ameno no exterior, balanços dos EUA da próxima semana no radar

Investidor olha para payroll, IPCA em dia ameno no exterior, balanços dos EUA da próxima semana no radar
guillermo-parra-bernal

Atualizado há mais de 2 anos

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Hoje teremos relatório de emprego privado nos Estados Unidos, dia geralmente marcado por intensa volatilidade no mercado e frequentes releituras dos dados. Os números para o mês de dezembro devem sinalizar força, mas com cautela para as empresas americanas à espera de um ano imprevisível: acordo comercial em construção, disputa acirrada pela presidência e a incerteza geopolítica no Oriente Médio. Segundo Paul Donovan, economista do UBS, Corporate America, as companhias relutam em assumir compromissos de investimento de 30 anos, mas contratar trabalhadores não é o mesmo e, portanto, “é sensato trabalhar com substituição de capital”. Aqui no Brasil, o foco do investidor fica nos dados de inflação medidos pelo IPCA, que devem mostrar um salto por conta da disparada dos preços das proteínas animais; fique de olho na evolução dos núcleos da inflação. Mundo afora, o mercado tem dia tranquilo: as bolsas europeias negociam perto da estabilidade, porém com viés de alta, o que puxa os futuros dos índices acionários americanos para cima.

 

Os sinais de que americanos e iranianos devem evitar o confronto direto revitalizam o apetite por ativos de risco desde o meio da semana. A tendência vai depender dos dados do payroll – como o relatório oficial do mercado de emprego dos EUA é conhecido. O investidor também fica atento ao noticiário em torno da assinatura da Fase I do acordo comercial entre os EUA e a China, com a visita do vice premiê Liu He a Washington na próxima semana. Hoje o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, se reúne para almoço com os presidentes do Itaú Unibanco e do Banco Bradesco em São Paulo. Na semana que vem, os maiores bancos americanos começam a reportar seus balanços trimestrais – indicador de saúde da maior economia do mundo. Hoje, o petróleo recua e se aproxima do seu menor patamar desde meados de dezembro – aliviando as pressões inflacionárias ao redor do planeta.

 

Segundo o Valor Econômico, o Carrefour Brasil recorreu novamente ao Carrefour Finance, fechando contrato de empréstimo de cerca de R$1,5 bilhão, após ter elevado sua dívida total na segunda metade de 2019. No fim do ano passado, a companhia anunciou investimento de R$2 bilhões no país em 2020 e, na última divulgação de dados, a rede já possuía uma dívida líquida de R$5,3 bilhões. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o GPA contratou o Bradesco BBI para realizar a venda da sua rede de postos de gasolina, com cerca de 71 unidades, em parte ao processo de foco no varejo alimentar. A Camil divulgou ontem que teve lucro líquido de R$66 milhões no terceiro trimestre de 2019, uma queda de 56% na base anual, e Ebitda de R$133 milhões, também menor na comparação anual. A receita líquida, entretanto, teve aumento de 13,9%.

 

(Por: Guillermo Parra-Bernal, com colaboração de Vitor Azevedo e Ana Siedshlag || Foto: Trabalhadores americanos – Reuters)
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