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Inflação e variantes trazem riscos para as economias globais, diz OCDE

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Inflação e variantes trazem riscos para as economias globais, diz OCDE

O pico da inflação deve ser atingido no fim deste ano, quando a curva deve diminuir e atingir níveis moderados, segundo a OCDE

Inflação e variantes trazem riscos para as economias globais, diz OCDE
stefanie-rigamonti

Atualizado há 8 meses

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São Paulo, 1 de dezembro –  Com a inflação alta no mundo todo e os efeitos persistentes da pandemia, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico enxerga riscos para o crescimento econômico imediato, conforme relatório publicado nesta quarta-feira. A OCDE, porém, vê o avanço da vacinação como essencial para a recuperação econômica a médio e longo prazo.

“Esforços de vacinação global aprimorados, que assumidamente permitirão a retirada total das restrições às atividades entre fronteiras até o final de 2022, o apoio de políticas macroeconômicas, condições financeiras acomodatícias e economias familiares mais baixas se recuperando devem aumentar a demanda e compensar os ventos contrários da redução gradual de medidas fiscais relacionadas à pandemia”, informa o relatório.

Ainda assim, diante da disparidade no acesso às vacinas e, consequentemente, no ritmo de imunização contra o coronavírus, a OCDE projeta crescimentos muito desiguais entre os países, com uma lentidão maior na recuperação daqueles de baixa renda.

O pico da inflação deve ser atingido no fim deste ano, quando a curva deve diminuir e atingir níveis moderados, “consistentes com as pressões subjacentes dos custos de mão de obra que aumentam lentamente e da capacidade ociosa em declínio em todo o mundo”.

Mas, mesmo com essa projeção, a inflação ainda pode surpreender e continuar a subir, impondo barreiras ao crescimento das economias globais. Somado a isso, a OCDE ainda vê como risco novas variantes do coronavírus que possam testar a eficácia das vacinas existentes e a crise no setor imobiliário na China.

Do lado positivo, a organização econômica vê a ampliação da vacinação contra a Covid-19, a recuperação das economias familiares e a melhora na capacidade produtiva, aumentando a oferta.

Brasil

A OCDE vê o PIB brasileiro atingindo 5% neste ano, mas arrefecendo 1,4% em 2022, menor que a projeção anterior de 2,3%, e 2,1% em 2023. Como pontos fortes encontrados no Brasil está a aceleração na imunização da população e a consequente retomada da economia, “sustentada pelo consumo privado e pelo investimento”.

Além disso, as exportações no país têm se beneficiado da recuperação global, com a demanda crescente por commodities, e da desvalorização do câmbio.

Em relação ao emprego, a OCDE vê uma recuperação atrasada, com o desemprego ainda acima dos níveis pré-pandemia.

A inflação também é um desafio para o Brasil, mas a organização acredita que as políticas monetárias do Banco Central para os juros ao longo de 2022 sejam suficientes para conter a pressão inflacionária no país.

Texto: Stéfanie Rigamonti
Edição: Guilherme Dogo
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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