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Inflação derruba varejo, que cai mais que o dobro do consenso

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Inflação derruba varejo, que cai mais que o dobro do consenso

O volume de comércio no varejo recuou 1,30% em setembro, de acordo com o IBGE, enquanto o consenso do mercado era uma queda de 0,60%

Inflação derruba varejo, que cai mais que o dobro do consenso
guilherme-maradei-dogo

Atualizado há 9 meses

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São Paulo, 11 de novembro – Com aumento da inflação, as vendas no varejo voltaram a registrar queda na passagem de agosto para setembro, a segunda mensal consecutiva e bem pior que a expectativa do mercado, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O volume do comércio recuou 1,30% em setembro, enquanto o consenso do mercado era uma queda de 0,60%. Na passagem de julho para agosto o recuo foi ainda maior, em 4,30%. Na comparação anual, com setembro de 2020, as vendas caíram 5,50%. De acordo com o IBGE, o varejo ainda acumula alta de 3,80% no ano e de 3,90% em 12 meses.

Os dados do comércio estão instáveis, com recuperação forte em março deste ano, mas, desde agosto, com quedas mais agressivas. “Desde fevereiro de 2020 o setor vive muita volatilidade”, analisa o gerente da pesquisa do IBGE, Cristiano Santos.

Segundo Santos, o resultado de setembro teve como fator determinante a alta da inflação. “Isso fica claro quando comparamos a queda de 1,30% no volume e a variação negativa de 0,20% na receita, praticamente estável”, diz.

O pesquisador observa que as quedas de dezembro de 2020 e janeiro de 2021 deveram-se ao fim do auxílio emergencial, enquanto a recuperação entre março e julho é explicada pela flexibilização das medidas de distanciamento social.

Maiores quedas

Entre as oito atividades pesquisadas, seis tiveram taxas negativas em setembro. As quedas mais robustas foram em equipamentos e material para escritório, de 3,60%, móveis e eletrodomésticos, de 3,50%, e combustíveis e lubrificantes, de 2,60%. Mas a atividade de maior peso na formação da taxa de setembro foi de hipermercados, com recuo de 1,50% no mês.

No comércio varejista ampliado, que inclui os setores automotivo e de material de construção, o volume de vendas recuou 1,10% na base mensal, após cair 3,0% em agosto. Frente a setembro de 2020, o varejo ampliado caiu 4,20%. No ano, o ampliado acumula alta de 8,00% e, em 12 meses, de 7,00%.

Com a decepção do varejo, que demonstra a atividade econômica mais fraca, a curva de juros abriu em queda em todos os contratos. As maiores são observadas nos DIs para janeiro de 2029 e 2031, que recuam 8 pontos-base.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Lucia Boldrini e Stéfanie Rigamonti
Arte: Vinicius Martins / Mover

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