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Ibovespa recua em linha com exterior, puxado por Petrobras

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Ibovespa recua em linha com exterior, puxado por Petrobras

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) retiram o maior número de pontos do Ibovespa, com temores de interferência após troca de comando

Ibovespa recua em linha com exterior, puxado por Petrobras
gabriel-brondi

Atualizado há cerca de 1 mês

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São Paulo, 24 de maio – O Ibovespa recua nesta terça-feira, pressionado pelo pessimismo das bolsas no exterior e pela divulgação da prévia da inflação oficial de maio, acima do esperado pelo mercado.

Por volta das 13h20, o índice de referência da bolsa de São Paulo recuava 0,94%, aos 109,310 pontos, ensaiando uma interrupção de três altas consecutivas, com as preferenciais da Petrobras (PETR4) e as ordinárias da estatal (PETR3) desidratando o Ibovespa com o maior número de pontos, em recuos de 4,45% e 3,84%, respectivamente. Os temores de interfência na companhia com a mudança no comando da empresa pressiona os papéis.

Além disso, preocupações com a inflação no Brasil pioram o sentimento do investidor local.  Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IPCA-15, prévia da inflação oficial brasileira, teve sua maior variação para o mês de maio desde 2016. O indicador avançou 0,59% neste mês, acima dos 0,45% esperados, impulsionado por produtos farmacêuticos e combustíveis, enquanto a energia elétrica apresentou deflação no período.

Nesta sessão, ainda pesa sobre o Ibovespa a incerteza quanto às restrições e aos dados da Covid-19 na China. Segundo agências, a capital Pequim voltou a apresentar uma alta nos casos da doença, o que intensifica a apreensão do mercado sobre uma possível desaceleração econômica mais forte na segunda maior economia do mundo e receios quanto ao direcionamento da política monetária em outras economias, como a dos Estados Unidos.

Os dados de atividade abaixo das expectativas também preocupam o mercado. Nesta manhã, as bolsas americanas aceleraram queda após a S&P Global informar que o índice de gerente de compras composto nos EUA caiu para 53,8 pontos na leitura preliminar, ante o consenso de 55,5 pontos que o mercado esperava.

Nessa esteira, o S&P500 caía 1,46%, o Dow Jones recuava 0,68%, e o Nasdaq 100 apresentava queda de 2,50%. Mais cedo, o pré-mercado americano já apresentava um maior pessimismo guiado pelos dados abaixo do consenso de PMI, na zona do euro e Reino Unido, com exceção da Alemanha, evidenciando que os efeitos da guerra na Ucrânia seguem prejudicando a economia europeia.

Sobe e desce do Ibovespa

No momento, quase todos os índices da B3 recuam, com exceção do índice de Utilities que avançava 0,80%, refletindo a maior busca dos investidores por empresas defensivas nesta sessão.

Em termos percentuais, as ordinárias da Embraer (EMBR3) e as preferenciais da Azul (AZUL4) lideravam a ponta negativa em recuos de 5,30% e 5,24%, respectivamente. No lado oposto, as units da Taesa (TAEE11) e as ordinárias da Eneva (ENEV3) avançavam 1,98% e 1,59%, respectivamente.

Texto: Gabriel Brondi
Edição: Allan Ravagnani e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Mover

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