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Ibovespa futuro sobe impulsionado por commodities, seguindo exterior

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Ibovespa futuro sobe impulsionado por commodities, seguindo exterior

Acordo entre EUA e nações indo-asiáticas anima bolsas, com reflexo no Ibovespa, que também é beneficiado pela valorização das commodities

Ibovespa futuro sobe impulsionado por commodities, seguindo exterior
gabriel-brondi

Atualizado há cerca de 1 mês

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São Paulo, 23 de maio – O Ibovespa futuro sobe na manhã desta segunda-feira, em linha com os futuros das bolsas americanas, o avanço das commodities no mercado global e a expectativa do mercado para um acordo comercial entre os Estados Unidos e 12 nações indo-asiáticas.

Por volta das 9h10, o contrato futuro do Ibovespa avançava 0,91%, a 110.395 pontos, ensaiando sua terceira alta consecutiva. No mesmo horário, o contrato de dólar futuro operava em queda de 0,84%, a R$4,853 – seguindo o declínio de 0,73% no Índice Dólar DXY, cesta que mede o desempenho da moeda americana ante divisas pares.

Já as taxas dos contratos de juros futuros recuavam até 4 pontos-base ao longo da curva de vencimentos, seguindo a direção do câmbio, apesar do avanço das commodities nesta manhã.

Na sessão de hoje, o mercado americano ensaia recuperação após fortes perdas da semana passada diante do pessimismo quanto ao quadro inflacionário nos Estados Unidos. Nesta abertura, os futuros do S&P500 avançam 1,08%, após o índice entrar brevemente em “bear market” na sessão anterior.

A melhora de sentimento nas bolsas parece refletir a expectativa dos investidores para a concretização do acordo comercial entre os Estados Unidos e 12 nações indo-asiáticas que pode amparar a atividade econômica e aumentar a presença das cadeias de produção ocidentais na Ásia.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deve revelar detalhes sobre o plano, que envolve Austrália, Nova Zelândia, Índia, Japão, Coréia do Sul, Cingapura, Malásia, Indonésia, Vietnã, Filipinas, Tailândia e Brunei. A chamada Estrutura Econômica Indo-Pacífica pode acelerar a iniciativa de multinacionais de diversificar geograficamente suas cadeias de produção.

Especialistas consultados pela Mover alertam que o acordo pode ocasionar uma revisão nas tarifas chinesas pelos EUA, o que consequentemente pode beneficiar os países emergentes, como o Brasil. Além disso, as reduções de tarifas aos produtos chineses devem auxiliar no controle de inflação nos Estados Unidos e reduzir temores sobre próximos passos do banco central americano e o crescimento econômico global, segundo eles.

Diante da expectativa de maior demanda por combustíveis dos EUA e de recuperação do consumo da China, os futuros do petróleo Brent avançam 0,99% a US$113,70 o barril, enquanto o minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 4,41%, a 863,50 iuanes – equivalente a US$ 129,63 – na madrugada desta segunda-feira, o que deve beneficiar o Ibovespa na sessão de hoje.

O mercado segue atento ao noticiário internacional. À tarde os investidores acompanham o discurso do presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic, às 13h00. Neste início de sessão, o pré-mercado em Nova York mostra alta de 1,75% nas ADRs da Petrobras, enquanto as ADRs da Vale avançam 2,09%, no mesmo horário.

Texto: Gabriel Brondi
Edição: Allan Ravagnani
Imagem: Mover

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