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Ibovespa futuro oscila, refletindo temores globais com estagflação

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Ibovespa futuro oscila, refletindo temores globais com estagflação

No Brasil, as ações da Eletrobras (ELET3) podem ter um dia positivo apesar da pressão do pessimismo internacional no Ibovespa

Ibovespa futuro oscila, refletindo temores globais com estagflação
gabriel-brondi

Atualizado há cerca de 1 mês

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São Paulo, 19 de maio – O Ibovespa futuro oscila na manhã desta quinta-feira, apesar do recuo nos futuros das bolsas americanas, diante da escalada de preocupações dos investidores em relação às próximas decisões de política monetária nos Estados Unidos e uma possível estagflação global.

Por volta das 9h05, o contrato futuro do Ibovespa avançava 0,09%, a 107.095 pontos, após interromper sequência de cinco altas consecutivas na véspera. No mesmo horário, o contrato de dólar futuro operava em queda de 0,34%, a R$4,970 – seguindo o declínio de 0,56% no Índice Dólar DXY, cesta que mede o desempenho da moeda americana ante divisas pares.

Já as taxas dos contratos de juros futuros recuavam até 8 pontos-base ao longo da curva de vencimentos, o que, segundo operadores, caracteriza uma maior busca por proteção no mercado de renda fixa por parte dos investidores e replica o que acontece hoje nos principais centros financeiros mercados asiáticos e europeus.

Na sessão de hoje, a escalada do pessimismo nas bolsas do exterior deve pressionar o Ibovespa ao longo do dia. Hoje os índices futuros das bolsas americanas recuam em média 1%, após sua pior queda diária em 23 meses na véspera. Considerando o recuo projetado para hoje, o índice S&P500 ficaria 19% abaixo do topo histórico, cada vez mais perto de cair no “bear market”, ou território de correção.

Os investidores na Europa digerem a ata da última reunião de política monetária do Banco Central Europeu. A expectativa é de que o BCE comece a subir os juros básicos a partir do segundo semestre. As bolsas europeias caem mais de 2% na manhã de hoje.

Em todos os mercados paira o medo de estagflação – quando um país passa simultaneamente por uma recessão econômica e um aumento generalizado dos preços. Especificamente nos EUA, há medo de que a maior inflação em 40 anos nos EUA corroa a lucratividade das empresas, depois que as varejistas Target e Walmart alertaram sobre a erosão de margens pela pressão de custos. Além disso, a determinação do Federal Reserve de subir os juros até derrotar a carestia também piorou o temor de um declínio na atividade.

Mercado local

No Brasil, as ações da Eletrobras podem ter um dia positivo apesar da pressão do pessimismo externo no Ibovespa, após a aprovação da privatização da companhia no Tribunal de Contas da União, o TCU.

Às 10h, o ministro da Economia, Paulo Guedes, participa de evento organizado pelo TC e pela Arko Advice, com transmissão pela TC Station. O mercado também acompanha no mesmo horário a decisão de juros na África do Sul. O consenso aponta para uma elevação de 25 pontos-base na taxa básica de juros, para 4,50%.

Nesta manhã, o pré-mercado em Nova York mostra estabilidade nas ADRs da Vale, enquanto as ADRs da Petrobras recuam 0,14%, em linha com a queda de 1,03% nos futuros do Brent. O minério de ferro em Dalian, fechou em alta de 0,18% em Dalian, após o tombo na sessão anterior devido a novos fechamentos na China.

Texto: Gabriel Brondi
Edição: Guillermo Parra-Bernal e Allan Ravagnani
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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