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Ibovespa fecha em alta e interrompe sequência de quatro quedas semanais

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Ibovespa fecha em alta e interrompe sequência de quatro quedas semanais

O Ibovespa fechou em alta de 0,42%, aos 98.953 pontos, com temores de recessão global e o aumento da percepção de riscos fiscais domésticos

Ibovespa fecha em alta e interrompe sequência de quatro quedas semanais
gabriel-brondi

Atualizado há cerca de 2 meses

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São Paulo, 1 de julho – O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, ajudado pelas bolsas americanas no final da sessão e interrompendo a sequência de quatro quedas semanais consecutivas, em meio ao temor por uma recessão global e o aumento da percepção de riscos fiscais no Brasil.

O índice de referência da B3 fechou em alta de 0,42%, aos 98.953 pontos, com maior pressão dos papéis ordinários da Vale (VALE3) e da Magazine Luiza (MGLU3), que desidrataram o Ibovespa em 300 pontos, em recuos de 1,91% e 5,98%, respectivamente. Na ponta oposta, as preferenciais da Petrobras (PETR4) avançaram 2,15% e lideraram os ganhos em pontos.

O movimento positivo do principal índice da bolsa brasileira foi endossado pela alta em Nova York, onde os índices S&P500, Dow Jones e Nasdaq 100 subiram 1,05%, 1,05% e 0,71%, respectivamente, com as ações de peso como Disney, Apple e Microsoft conduzindo a melhora. Os mercados operaram no campo negativo na maior parte da sessão diante de fracos dados de atividade na Europa e nos Estados Unidos.

Nesta manhã, o Índice de Gerentes de Compras medido pelo Instituto para Gestão da Oferta de Chicago caiu de 56,1 pontos em maio para 53,0 em junho, enquanto o consenso previa 54,3 pontos. Já na Europa, o Índice de Gerentes de Compras da Zona do Euro de junho também apresentou recuo e atingiu 52,1 pontos, o menor patamar em 22 anos.

Na China, o minério de ferro tombou 6,85% na bolsa chinesa de Dalian, a 747,5 iuanes – equivalente a US$111,40 a tonelada. O recuo foi desencadeado após as siderúrgicas asiáticas anunciarem o desligamento de dezenas de altos fornos por conta da demanda fraca. Segundo especialistas ouvidos pela Mover, essa foi a maior razão da pressão às mineradoras e siderúrgicas brasileiras na sessão de hoje.

De volta ao mercado interno, entre os índices da B3, a maior alta da sessão foi do índice imobiliário, subindo 1,85%, refletindo a queda de até 9 pontos-base nos contratos de juros futuros ao longo da curva de vencimentos. O índice de consumo também avançou 0,77% pela mesma razão. Segundo operadores, os contratos de juros seguem corrigindo devido a menor incerteza do mercado sobre a chamada “PEC dos combustíveis”.

Após a aprovação ontem no senado, a proposta, também conhecida como “PEC Kamikaze”, deve ser votada na Câmara dos Deputados na quarta-feira e irá custar R$41,3 bilhões aos cofres públicos. Durante a votação, senadores retiraram do texto o trecho do projeto que tornava o estado de emergência ilimitado.

Texto: Gabriel Brondi
Edição: Artur Ravagnani
Imagem: Vinicius Martins / Mover
Comentários: [email protected]

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