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Ibovespa fecha em alta após sessão volátil, com ata do FOMC

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Ibovespa fecha em alta após sessão volátil, com ata do FOMC

O Ibovespa subiu 0,43% com o anúncio pelo FOMC da maior alta de juros dos EUA desde 1994, em linha com o esperado por investidores

Ibovespa fecha em alta após sessão volátil, com ata do FOMC
gabriel-brondi

Atualizado há cerca de 1 mês

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São Paulo, 6 de julho – O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, após uma sessão volátil, em dia de divulgação da ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto do Federal Reserve que marcou o anúncio da maior alta de juros dos Estados Unidos desde 1994.

O índice de referência da Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de 0,43%, aos 98.718 pontos, enquanto, em Wall Street, o Dow Jones, o S&P500 e o Nasdaq 100 subiram 0,23%, 0,36% e 0,62%, respectivamente.

A ata da reunião de junho do FOMC, divulgada nesta tarde, veio em linha com as expectativas de investidores e mostrou que o banco central americano seguirá elevando os juros nos EUA até que a inflação dê sinais concretos de convergência às metas da autoridade. O documento também antecipou uma alta de 50 a 75 pontos-base nas Fed Funds na próxima reunião do comitê, no final do mês.

“A ata só reforça a postura do banco central de priorizar o combate à inflação. Mais uma vez, bem parecida com as últimas comunicações, colocando os riscos inflacionários, lockdown da China, guerra na Ucrânia, bem em linha com o próprio comunicado da decisão”, afirmou o economista da RB Investimentos, Gustavo Cruz.

Cruz também afirmou que investidores já precificavam uma postura menos intensa por parte do Fed no combate à inflação, mas que a ata já mudou essa projeção. “Eles vêm colocando nas atas que priorizam a redução da inflação, mesmo sabendo que isso pode trazer uma atividade mais fraca por um certo período.”

No Brasil, os papéis que mais contribuíram para a alta do Ibovespa foram as ordinárias da Vale (VALE3), Hypera (HYPE3) e Americanas (AMER3), que avançaram 1,49%, 7,24% e 11,19%, respectivamente. Na ponta oposta, as ordinárias (PETR3) e preferenciais (PETR4) da Petrobras recuaram pouco acima de 1,00% e foram as que mais pesaram sobre o índice, diante da desvalorização do contrato futuro do petróleo Brent, que registrava queda de 2,13% por volta das 16h50.

Entre as altas percentuais, destaque para as varejistas. Diante da rotação setorial, do alívio da percepção de inflação com a desvalorização de commodities e da perspectiva de melhor demanda com a aprovação de pacotes fiscais de distribuição de renda, as ordinárias da Americanas e da Via (VIIA3) subiram 11,77% e 13,24%, respectivamente.

Investidores também acompanharam os desdobramentos das negociações para a votação da Proposta de Emenda à Constituição dos Benefícios na Câmara dos Deputados. O relator do projeto, Danilo Forte, disse que quer aprovar a proposta na Casa ainda nesta semana. Ontem, Forte leu o parecer e a oposição pediu vistas na Comissão Especial. O deputado descartou criar auxílio para motoristas de aplicativo.

Maiores variações no Ibovespa hoje

Texto: Gabriel Brondi
Edição: Gabriela Guedes
Arte: Vinícius Martins/ Mover
Comentários: [email protected]

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