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Eletrobras projeta privatização em abril ou maio, diz diretor-presidente da empresa

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Eletrobras projeta privatização em abril ou maio, diz diretor-presidente da empresa

Em teleconferência de resultados, o diretor-presidente da Eletrobras, Rodrigo Limp, projetou o processo de privatização da estatal

Eletrobras projeta privatização em abril ou maio, diz diretor-presidente da empresa
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Atualizado há 9 meses

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São Paulo, 17 de novembro –  A Eletrobras registrou lucro líquido de R$965 milhões no terceiro trimestre, com recuo de 66% na base anual devido a provisões bilionárias pelo chamado empréstimo compulsório. Em teleconferência de resultados da estatal, o diretor-presidente da empresa, Rodrigo Limp, comentou os dados e trouxe projeções para a privatização da companhia.

De acordo com Limp, a oferta de ações prevista na privatização da Eletrobras deve ocorrer em meados de abril ou até 14 de maio de 2022. Antes, a operação era prevista para fevereiro. A declaração do executivo confirmou reportagem do Scoop by Mover de 8 de novembro, com informações de fontes.

Se não ocorrer até 14 de maio, a desestatização pode ser postergada para junho ou julho, uma vez que a operação precisaria aguardar o balanço da Eletrobras com resultados do primeiro trimestre de 2022, disse Limp.

No momento, a Eletrobras e o governo aguardam manifestação do Tribunal de Contas da União sobre o valor de outorga definido para a privatização, de R$23,2 bilhões, e suas condições gerais. A expectativa é de ter um primeiro aval do TCU ainda em 2021, com aprovação final para a operação no primeiro trimestre de 2022, segundo Limp.

As determinações e recomendações do TCU sobre a privatização serão avaliadas pelo Conselho Nacional de Política Energética, que definirá as condições finais do negócio, incluindo o bônus de outorga que o Tesouro embolsará.

Em paralelo, o Programa de Parcerias de Investimentos do governo federal definirá um valor mínimo para as ações da Eletrobras na oferta. A operação não ocorrerá por preços abaixo dos que forem estipulados pelo PPI, explicou Limp.

O presidente da Eletrobras destacou, ainda, que os acionistas minoritários da empresa precisarão aprovar as condições da privatização antes de sua concretização, em assembleia, incluindo o bônus de outorga que será pago ao governo.

Balanço da Eletrobras

A divulgação do balanço da estatal fez as ações da companhia operarem em forte baixa no pregão de hoje. Embora tenha reportado recuo de 66% na base anual, a Eletrobras destacou o “forte desempenho operacional”, com aumento de 4% no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, que atingiu R$5,6 bilhões. O EBITDA recorrente avançou 70%, enquanto a margem EBITDA recorrente subiu 8,36 pontos, para 56%.

Apenas os processos relacionados ao empréstimo compulsório levaram a Eletrobras a realizar provisão de R$9 bilhões no trimestre, contra R$377 milhões pelo mesmo motivo em 2020. As disputas estão relacionadas a taxas cobradas pelo governo na tarifa de energia das indústrias a partir dos anos 1960, para financiar a expansão do sistema elétrico. O governo prometeu devolver os recursos na conta de luz ou em ações da estatal, o que gera brigas judiciais até hoje.

A Eletrobras disse que R$5,2 bilhões das provisões devem-se à reclassificação do risco de perda de processos, de remoto para provável. Ainda houve provisões de R$354 milhões por reclassificação de risco de outros processos judiciais da subsidiária Chesf.

Do lado positivo, os resultados da Eletrobras foram beneficiados por compensações pelo risco hidrológico, no valor de R$4,26 bilhões, após acordo assinado com o governo em 2020, e por aumento em suas receitas de transmissão, impulsionadas por indenizações referentes à renovação de contratos pela elétrica em 2012.

A receita operacional líquida avançou 45% ano a ano, para R$9,95 bilhões, enquanto os investimentos aumentaram 50%, para R$1 bilhão entre julho e setembro. As receitas de transmissão da Eletrobras dispararam 77% ano a ano, para R$4,9 bilhões. Em geração, houve aumento de 25% em base anual, para R$6,5 bilhões.

Os custos e despesas operacionais totais avançaram 80%, para R$11,4 bilhões, embora custos com pessoal, material e serviços tenham crescido apenas 4% ano a ano, para R$2 bilhões.

O resultado financeiro ficou negativo em R$1 bilhão, contra R$622 negativos em 2022, em meio ao impacto cambial negativo de R$629 milhões no período devido à variação do dólar.

Texto: Luciano Costa
Edição: Gabriela Guedes e Stéfanie Rigamonti
Arte: Mover

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