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Eletrobras, Petrobras, criptomoedas: Mais Lidas

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Eletrobras, Petrobras, criptomoedas: Mais Lidas

A possibilidade de usar parte do FGTS para aplicar em ações da Eletrobras chamou atenção dos leitores; veja essa e outras mais lidas

Eletrobras, Petrobras, criptomoedas: Mais Lidas
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Atualizado há cerca de 1 mês

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São Paulo, 28 de maio – Após a aprovação da continuidade do processo de privatização da Eletrobras pelo Tribunal de Contas da União, na semana passada, voltou ao radar dos trabalhadores a possibilidade de poder utilizar até 50% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, FGTS, para a compra de ações da companhia, conforme previsto no modelo de capitalização da empresa.

Mas será que vale a pena utilizar parte do FGTS para aplicar nos papéis da Eletrobras? O portal da Mover publicou nesta semana uma matéria mostrando a visão de analistas sobre o assunto, que chamou bastante atenção dos leitores.

Ainda falando em estatais, a nova indicação do governo Bolsonaro para o comando da Petrobras pouco mais de um mês depois de José Mauro Coelho assumir a presidência da petroleira também atraiu a audiência. A notícia mexeu com os papéis da companhia, em meio a desconfianças do mercado em relação à ingerência na política de preços da estatal.

E no universo dos criptoativos, os leitores ficaram de olho nos movimentos do Bitcoin e na criação da nova versão da rede Terra e da criptomoeda Luna, após o colapso da blockchain há duas semanas.

Confira os detalhes das notícias mais lidas na semana!

Vale a pena usar o FGTS na Eletrobras?

Atualmente, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço tem uma remuneração de 3% ao ano mais a Taxa Referencial. Somado a isso, nos últimos anos, os lucros do FGTS resultantes dos juros cobrados de empréstimos a projetos de infraestrutura, saneamento básico e financiamento imobiliário têm sido distribuídos aos trabalhadores, melhorando o rendimento dos recursos ao longo do tempo.

Ainda assim, o retorno é baixo, assim como o risco. Portanto, de acordo com o professor de finanças do Insper, Ricardo Rocha, o ponto mais importante que o trabalhador deve notar é que, com a decisão de alocar parte dos recursos do FGTS na Eletrobras, ele vai se tornar investidor de renda variável, cujos riscos são diferentes.

“São riscos de mercado. O FGTS é muito ruim quando a inflação está alta, mas, em contrapartida, ele é uma reserva que o indivíduo pode usar em ocasiões especiais”.

Rocha também sublinhou que é preciso prestar atenção no “período de lock-up, ou seja, o prazo a ser respeitado até poder vender os papéis”, que é de 12 meses a partir da data da aplicação. Além disso, os trabalhadores têm que estar cientes de que, em caso de venda das ações, o dinheiro retorna ao fundo, e não pode ser usufruído momentaneamente.

Contribuidor do TC, o trader Moises Beida avaliou positivamente a oportunidade de investimento na Eletrobras usando o FGTS, mas alertou para a necessidade de atenção a um documento que foi divulgado na última sexta-feira pela empresa de energia com detalhes sobre a operação, o chamado prospecto. “Acho que é cedo ainda para analisar, mas vejo como uma boa oportunidade”, afirmou.

Já a educadora financeira Bia Moraes, da Ativa Investimentos, considerou a ideia como um incentivo para as pessoas entrarem na Bolsa de Valores brasileira, mas chamou a atenção para a importância da diversificação. Confira aqui a reportagem completa.

Em prospecto divulgado na Comissão de Valores Mobiliários ontem, a Eletrobras confirmou que irá precificar a oferta de ações que resultará na privatização da companhia em 9 de junho, conforme adiantado por agências de notícias.

A estatal informou ainda que fará oferta primária de 627.675.340 novas ações e recibos de ações, enquanto subsidiárias da União irão se desfazer de 69.801.516 papéis em oferta secundária.

A divulgação do prospecto ocorre após a companhia republicar documentos contábeis do primeiro trimestre para refletir um aporte de capital de R$1,58 bilhão da subsidiária Furnas na Santo Antonio Energia, que controla a usina de Santo Antonio. O imbróglio ameaçava o cronograma da desestatização da Eletrobras.

As ações ordinárias da companhia (ELET3) encerraram a sessão de ontem em queda de 1,23%, a R$43,46, enquanto as preferenciais classe B (ELET6) avançaram 0,59%, a R$42,76.

Troca de comando da Petrobras

A terceira troca de presidente da Petrobras em pouco mais de um ano transforma o ministro Paulo Guedes em peça-chave para combater os efeitos negativos dos preços dos combustíveis sobre a popularidade do presidente Jair Bolsonaro às vésperas das eleições.

Analistas consultados pela Mover veem a escolha de Caio Mário Paes de Andrade, atual secretário de desburocratização do Ministério da Economia, como mais uma vitória de Guedes após a troca de Bento Albuquerque por Adolfo Sachsida, seu aliado, no comando do Ministério de Minas e Energia.

José Mauro Coelho, que havia assumido a estatal há pouco mais de um mês, foi indicado pelo próprio Albuquerque e não resistiu à “fritura” de seu nome, tanto interna quanto externamente, especialmente após o aumento de 8,9% no preço do diesel anunciado em 9 de maio.

Se Andrade assumir o comando da Petrobras, agências dizem que é “questão de tempo” para que aconteçam as mudanças que Bolsonaro deseja na política de reajuste de preços dos combustíveis. Leia quais são essas possíveis mudanças aqui.

Mas o nome de Andrade ainda pode sofrer resistência por parte do conselho de administração da Petrobras. Isso porque o estatuto social da estatal prevê que os membros da diretoria executiva tenham ao menos dez anos de experiência em cargos de liderança, “de preferência no negócio ou em área correlata” — no caso, no setor energético.

Andrade tem longa experiência à frente de uma desenvolvedora de startups e presidiu por um ano a estatal Serviço Federal de Processamento de Dados, antes de se tornar Secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, em agosto de 2020, mas não possui nenhum experiência no setor de óleo e gás. Saiba mais aqui.

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) encerraram o pregão da última sexta-feira em forte queda de 4,76% a R$30,60, enquanto as ordinárias (PETR3) recuaram 4,17%, a R$33,74.

Criptoativos

No universo cripto, os investidores acompanharam nesta semana cada movimento do Bitcoin. Na segunda-feira, o ativo chegou a abrir em alta, brigando para se manter no patamar dos US$30 mil, em linha com o otimismo dos investidores no exterior, mas não resistiu e passou a cair ao longo do dia, encerrando em queda de 3,89%.

Na terça-feira, o movimento foi o contrário. Pela manhã, o ativo tombou mais de 3%, mas ao longo do dia o sentimento dos investidores melhorou no exterior e o Bitcoin seguiu os ativos de risco, fechando o dia com alta de 1,87%.

No dia seguinte, em meio às preocupações com a divulgação da ata da última reunião de juros do banco central americano, enquanto outros ativos de risco recuavam, o Bitcoin abriu o dia com leve alta, mas, em movimento contrário ao do restante do mercado, passou a cair após a divulgação do documento, fechando o dia em queda de 0,42%.

Na quinta-feira, o Bitcoin estendeu as perdas da véspera juntamente com outras criptomoedas, que tombaram pela manhã em meio às incertezas dos investidores quanto à política monetária nos Estados Unidos e quanto à economia chinesa, impactada pelas duras restrições no país contra a Covid-19.

Nessa esteira, a sexta-feira foi mais um dia de perdas para o Bitcoin, que se firmou no patamar dos US$28 mil ao longo do dia e acumulou queda de quase 2% na semana.

Além do Bitcoin, os leitores do portal da Mover ficaram atentos ao lançamento da nova versão da criptomoeda Luna e de sua blockchain Terra, na última sexta-feira, após o colapso da rede há duas semanas.

Conhecida como Luna 2.0, a nova criptomoeda foi aprovada por 65% dos investidores que fazem parte da comunidade da rede. Com a mudança, a blockchain se propõe a criar uma nova cadeia Terra, sem a stablecoin algorítmica UST, que causou o colapso da rede.

Texto: Stéfanie Rigamonti, Beatriz Lauerte, Gustavo Boldrini, Artur Horta e Patricia Villas Boas
Edição: Renato Carvalho
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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