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Economias emergentes devem se preparar para alta de juros nos EUA, alerta FMI

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Economias emergentes devem se preparar para alta de juros nos EUA, alerta FMI

Com a ata da última reunião do banco central americano indicando aumento do ritmo de alta dos juros nos EUA, FMI alerta mercados emergentes

Economias emergentes devem se preparar para alta de juros nos EUA, alerta FMI
stefanie-rigamonti

Atualizado há 7 meses

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São Paulo, 10 de janeiro – Em artigo divulgado nesta segunda-feira, o Fundo Monetário Internacional, FMI, alertou que as economias emergentes se preparem para o endurecimento da política monetária dos Estados Unidos.

A ata da última reunião do Federal Reserve, banco central americano, mostrou que preocupações de dirigentes do Fed com a inflação nos EUA deve acelerar o ritmo de alta de juros no país, já em março.

Dados de emprego urbano no país norte-americano divulgados na semana passada mostraram a taxa de desemprego abaixo de 4%, com aumento dos salários, o que também colaboram para as projeções de aceleração de alta de juros nos EUA.

Além disso, a mudança de visão do Fed sobre a inflação, que agora não é mais vista como temporária, também é o principal motivo para apressar a redução gradual de compras de ativos que ajudaram a retomada econômica do país depois da pandemia.

O FMI acredita que os próximos passos da política monetária dos Estados Unidos devem garantir a continuidade de um crescimento econômico robusto no país, com a inflação acalmando até o fim deste ano, em detrimento dos países emergentes, cuja recuperação econômica e o mercado de trabalho estão em um pior patamar em relação aos EUA.

“Essas mudanças tornaram as perspectivas para os mercados emergentes mais incertas. Esses países também enfrentam inflação elevada e dívida pública substancialmente mais alta”, alertou o FMI.

Por outro lado, o Fundo Monetário Internacional enxerga que, se a inflação nos Estados Unidos ficar mais branda com o aumento de juros, historicamente o efeito esperado é benigno para as economias emergentes, caso o aperto monetário no país seja gradual e mais lento.

“As moedas dos mercados emergentes ainda podem se desvalorizar, mas a demanda externa compensaria o impacto do aumento dos custos de financiamento”, projetou o FMI.

Recomendações

Diante desse alerta, o Fundo Monetário Internacional recomenda que os países adaptem suas respostas de acordo com a vulnerabilidade de cada um.

Nos casos em que haja instituições fortes e com “credibilidade política” para barrar a inflação, a recomendação é de aperto mais gradual. Agora, aqueles países que já sofrem fortemente com pressões inflacionárias e fraqueza de instituições precisam agir mais rapidamente e de forma mais incisiva, alerta o FMI.

“Em ambos os casos, as respostas devem incluir a depreciação das moedas e o aumento das taxas de juros de referência. Se confrontados com condições desordenadas nos mercados de câmbio, os bancos centrais com reservas suficientes podem intervir, desde que essa intervenção não substitua o ajuste macroeconômico garantido”.

Texto: Stéfanie Rigamonti
Edição: Guilherme Dogo
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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