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Dólar sobe com aversão ao risco global; juros futuros recuam

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Dólar sobe com aversão ao risco global; juros futuros recuam

O dólar sobe e os contratos de juros futuros recuam com aversão ao risco impulsionada pela crise imobiliária na China. Veja mais!

Dólar sobe com aversão ao risco global; juros futuros recuam
gabriel-pontes

Atualizado há 9 meses

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Brasília, 20 de setembro – O dólar futuro ampliou os ganhos nesta terça-feira, enquanto os juros futuros retiraram prêmios praticamente ao longo de toda a extensão. Isso devido à aversão ao risco, ou seja, a relutância dos investidores em apostar em negócios com retorno incerto devido à turbulência do cenário econômico.

Esse quadro foi impulsionado pelo receio de contágio global com a crise da companhia imobiliária chinesa Evergrande e pela espera por decisões de juros em algumas das maiores economias do mundo, como o Japão, na quarta-feira.

Dólar sobe com piora das bolsas americanas

O dólar futuro valorizou 0,77%, a R$5,338, perdendo a máxima intradiária, de R$5,387, pela piora dos índices acionários em Wall Street. O S&P 500, índice composto pelas 500 maiores empresas dos Estados Unidos listadas na Bolsa de NY, NYSE, e na NASDAQ, recuou 1,70%.

Já o índice Dólar DXY, que mensura o desempenho da moeda contra uma cesta de divisas, avançou 0,05%, a 93,24 pontos. O real liderou as perdas contra o dólar em uma cesta de 21 divisas observada pela Mover.

Rumo dos juros globais

A semana é determinante para o rumo dos juros globais, com decisões de autoridades monetárias de diversas economias mundiais, incluindo Brasil, Estados Unidos e Japão. Mas o investidor também monitora o impacto que um potencial calote da Evergrande, conglomerado chinês da construção civil, teria sobre a economia global.

No mercado de juros, os contratos de depósitos interfinanceiros, DIs, praticamente recuaram ao longo de toda a extensão da curva. A exceção são os negócios vincendos em janeiro de 2022, que rondaram a estabilidade, aguardando a decisão de política monetária no Brasil. Na ponta longa, os contratos vincendos em janeiro de 2027 e em janeiro de 2029 perderam até 9,00 pontos-base.

Na semana passada, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que o ‘plano de voo’ não deve ser alterado com base em dados de alta frequência, indicando alta de 100 pontos-base na decisão do Comitê de Política Monetária, Copom. O boletim Focus mostrou que as expectativas dos economistas para a taxa básica de juros do país ao final do ano saltaram de 8,00% para 8,25%, colocando mais pressão sobre a decisão em meio ao avanço da inflação.

Texto: Gabriel Ponte
Edição: Karine Sena, Letícia Matsuura e Fernanda de Almeida
Arte: Mover


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