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Com reavaliações sobre nova cepa, mercados globais aumentam apetite por risco

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Com reavaliações sobre nova cepa, mercados globais aumentam apetite por risco

Mercados globais amanhecem mais aliviados com falas de autoridades sanitárias que amenizam o pânico em relação à nova cepa do coronavírus

Com reavaliações sobre nova cepa, mercados globais aumentam apetite por risco
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Atualizado há 8 meses

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São Paulo, 29 de novembro – Os mercados globais amanhecem com apetite por risco, à medida que traders e cientistas reavaliam as perspectivas de impacto da nova variante do coronavírus, Ômicron, na economia mundial.

Com isso, os índices futuros americanos, o petróleo e os rendimentos dos títulos da dívida do Tesouro dos Estados Unidos operam em alta. As moedas dão um sinal misto, com aquelas de países emergentes, como México e Turquia, perdendo valor contra o dólar.

A variante Ômicron, detectada pela primeira vez na África do Sul e que derrubou os mercados na sexta-feira, já tem casos confirmados nos cinco continentes. Contudo, relatos iniciais, majoritariamente clínicos, e falas de lideranças de saúde de países do G7 aliviam o sentimento de que as vacinas atuais não poderiam combater casos graves da doença.

Começam a surgir indícios de que a nova variante, embora possivelmente mais transmissível, traga menores índices de hospitalização e mortalidade. Segundo autoridades de saúde, será possível ter um panorama mais claro sobre a nova cepa em cerca de duas semanas, com a divulgação de dados mais categóricos.

A alta taxa de vacinação pode melhorar a perspectiva do Brasil, caso a Ômicron seja sensível aos imunizantes. As commodities em recuperação, com o petróleo Brent subindo 3,25% e o minério de ferro em Dalian fechando em alta de 4,69%, também sugerem um dia positivo para os ativos brasileiros.

Ainda no Brasil, a desaceleração do IGP-M de 0,64% em outubro para 0,02% em novembro, divulgada esta manhã, pode trazer algum alívio às perspectivas inflacionárias. O mercado está atento hoje também aos desdobramentos no Congresso Nacional da questão das chamadas emendas de relator, que seguem travadas, reduzindo o acesso de parlamentares a verbas para suas regiões.

O mercado segue atento também à votação da pauta dos precatórios prevista para amanhã na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal.

Bolsa brasileira

O Ibovespa futuro poderá abrir em alta, seguindo o maior apetite por risco dos mercados externos. O EWZ, contudo, perde 0,51% no pré-mercado, ainda na esteira das quedas de sexta-feira, quando o Ibovespa tombou 3,39% e o fundo de índice caiu 1,48%, com o pregão reduzido em função do feriado em Nova York.

As ADRs da Vale sobem, seguindo ganhos do minério de ferro em Dalian, enquanto as do Itaú e da Petrobras operam estáveis.

Câmbio

O real brasileiro perde 0,27% em relação ao dólar no mercado off-shore, sugerindo que o sentimento de cautela com a pandemia e com a votação de precatórios pode manter portfólios mais dolarizados. Expectativa de abertura estável para o dólar, ou em leve queda, com ajuste em relação ao fechamento de sexta-feira.

Juros

Sinais mistos trazem incerteza à abertura dos DIs. Por um lado, correção às quedas de sexta-feira e o avanço dos Treasury yields sugerem altas. Por outro, os dados do IGP-M abaixo do esperado reduzem pressões inflacionárias e podem trazer alívio aos pedidos de prêmio, especialmente na cauda longa da curva de juros.

Texto: Felipe Corleta
Edição: Gustavo Bonato
Imagem: Mover

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