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CMN libera parcialmente distribuição de proventos dos bancos

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CMN libera parcialmente distribuição de proventos dos bancos

CMN flexibilizou de forma parcial a restrição de distribuição de dividendos e juros sobre o capital próprio pelos bancos brasileiros.

CMN libera parcialmente distribuição de proventos dos bancos
tcuser

Atualizado há mais de 1 ano

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São Paulo, 23 de dezembro – O Conselho Monetário Nacional, CMN, flexibilizou hoje de forma parcial a restrição de distribuição de dividendos e juros sobre o capital próprio pelos bancos brasileiros, que havia sido limitada no início da pandemia do coronavírus para manter o sistema financeiro capitalizado. Os recibos de ações dos bancos privados que negociam em Nova Iorque não reagiram à notícia.

A medida era esperada pelo mercado uma vez que a restrição era válida até o dia 31 de dezembro. A decisão do CMN corrobora com a alta recente das ações de bancos, disseram traders e contribuidores do TC.

Na semana, o Santander Brasil liderou as altas nas ações dos grandes bancos, com avanço de 3,17%, seguido por Bradesco com alta de 1,84% e Itaú com alta de 0,88%. O Banco do Brasil foi o único, entre os grandes bancos, a encerrar a semana em queda, de 0,46%.

Medida do CMN reflete previsões melhores para setor bancário

Segundo o CMN, a iniciativa reflete previsões menos pessimistas para o setor bancário, terminando o ano com uma situação de solidez financeira robusta e melhores resultados no teste de estresse, permitindo assim a distribuição de até 30% do lucro líquido ou do mínimo obrigatório para o dividendo.

Pela estima do órgão, em termos agregados do sistema bancário, a potencial distribuição de resultados passaria de R$30,0 bilhões para R$36,0 bilhões, resultando em uma redução potencial da capitalização da ordem de R$6 bilhões, ou 0,56% do patrimônio de referência do sistema.

O CMN explica ainda que restaria um potencial de R$80 bilhões, ou 7,82% do patrimônio de referência retido para fazer frente às incertezas remanescentes da pandemia. O Conselho ressaltou também que as restrições impostas permitiram, ao longo do ano, a concessão de crédito, contribuindo com empresas e famílias no enfrentamento dos efeitos adversos da pandemia.

Texto: Leandro Tavares
Edição: Guillermo Parra-Bernal e Letícia Matsuura
Imagem: Vinícius Martins/TC

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