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BC eleva Selic a 13,25% e vê alta de igual ou menor magnitude na próxima reunião

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BC eleva Selic a 13,25% e vê alta de igual ou menor magnitude na próxima reunião

O Copom elevou a Selic em 50 pontos-base, para 13,25%, confirmando a orientação da reunião anterior e em linha com expectativa do mercado

BC eleva Selic a 13,25% e vê alta de igual ou menor magnitude na próxima reunião
tcuser

Atualizado há cerca de 2 meses

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São Paulo, 15 de junho – O Banco Central do Brasil sinalizou que irá aumentar a taxa de juros básica Selic na próxima reunião de política monetária em agosto, após elevá-la hoje pela décima primeira vez consecutiva, porém em ritmo igual ou menos intenso.

O Comitê de Política Monetária do BC elevou a Selic em 50 pontos-base, para 13,25%, confirmando a orientação da reunião anterior e em linha com a expectativa de 15 dos 16 bancos e casas de análises consultados pela Mover. A decisão, que deixou a Selic no maior patamar em cinco anos e meio, foi unânime.

O comitê conhecido como Copom considerou “apropriado que o ciclo de aperto monetário continue avançando significativamente em território ainda mais contracionista”, diante de suas projeções e do risco de que as expectativas de inflação subam ainda mais no médio prazo. O Copom prometeu manter sua estratégia até que se consolide não apenas um declínio no custo de vida, como também a confiança em torno de suas metas.

A decisão do BCB de manter em curso seu ciclo por mais um tempo veio no mesmo dia em que o Federal Reserve decidiu mudar sua estratégia e elevar os juros mais agressivamente para combater a pior onda inflacionaria nos Estados Unidos em 40 anos.

A alta do juro pelo Fed foi a mais intensa em 28 anos. Amanhã, o Banco da Inglaterra pode seguir o mesmo caminho e elevar o juro básico na maior magnitude desde 1995, em meio ponto percentual.

No entanto, em relação à alta de juros no Brasil, Fernanda Pereira, contribuidora de renda fixa e macro reading do TC, diz acreditar que o “fim do ciclo deve ser na próxima reunião”.

De acordo com André Madarás, gestor da Macro Capital, a decisão do Copom de hoje não deve trazer uma grande mudança na curva de juros futuros na abertura do mercado, na sexta-feira. O mercado brasileiro fecha amanhã devido ao feriado de Corpus Christi.

Para Madarás, a maior divergência entre o Banco Central e o mercado está nas projeções de inflação para 2023.

Nas suas projeções de inflação, o Copom disse não incorporar impactos de medidas tributárias em tramitação, que reduzem impostos de combustíveis, energia elétrica, e telecomunicações. O comitê afirmou que essas medidas “reduzem sensivelmente a inflação no ano corrente, embora elevem, em menor magnitude, a inflação no horizonte relevante”.

O comitê conhecido como Copom também revisou para cima as projeções de inflação e indicou maiores riscos que podem manter a taxa básica alta por mais tempo. “O Comitê julga que a incerteza em torno das suas premissas e projeções atualmente é maior do que o usual e cresceu desde a última reunião”, diz o comunicado.

Nesse cenário, as projeções de inflação do Copom passaram de 7,3% para 8,8% em 2022 e de 3,4% para 4,0% em 2023. Para 2024, a expectativa situa-se em 2,7%.

Texto: Felipe Corleta e Clara Guimarães
Edição: Guillermo Parra-Bernal
Imagem: Vinicius Martins / Mover
Comentários: [email protected]

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