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Arrecadação federal registra melhor resultado para abril desde 2000

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Arrecadação federal registra melhor resultado para abril desde 2000

No último mês, a arrecadação federal de impostos foi de R$195,08 bilhões, um acréscimo de 10,94% na comparação com abril do ano passado

Arrecadação federal registra melhor resultado para abril desde 2000
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Atualizado há cerca de 1 mês

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São Paulo, 26 de maio – A arrecadação federal do governo brasileiro avançou mais de 10% em abril na comparação anual, em termos reais, no melhor resultado para o mês em 22 anos, segundo dados da Receita Federal divulgados nesta quinta-feira.

No último mês, o governo arrecadou R$195,08 bilhões em impostos, um acréscimo de 10,94% na comparação com abril do ano passado. O resultado veio acima do consenso do mercado, de R$186,90 bilhões. Já no acumulado do ano, a arrecadação alcançou valor de R$743,21 bilhões, também no melhor resultado desde o ano de 2000.

Mesmo sem considerar pagamentos atípicos, ou seja, valores não recorrentes, haveria um crescimento real de 8,03% na arrecadação do período e de 7,80% no mês de abril de 2022, informou a Receita.

O desempenho reflete, principalmente, o crescimento dos recolhimentos do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido, segundo a Receita Federal.

A arrecadação oriunda do IRPJ e do CSLL, totalizada em R$48,10 milhões, com crescimento real de 21,53%, foi escolhida como destaque do mês pela Receita.

Ainda segundo o órgão, o aumento real dos recolhimentos da Receita Previdenciária, de 7,69%, devido à criação de novos postos de trabalho e pelo bom desempenho da arrecadação do Simples Nacional, justifica o desempenho de abril.

A Receita também citou, em coletiva de imprensa, o impacto dos principais indicadores macroeconômicos na arrecadação, como o alto nível do Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15.

Outro fator que ganhou destaque foi o crescimento real de 61,9% na arrecadação do IRRF, em função do aumento dos rendimentos dos fundos e títulos de renda fixa, e dos recolhimentos do IOF, de 32,5%, especialmente nas operações de crédito e em títulos ou valores mobiliários.

Texto: Clara Guimarães
Edição: Allan Ravagnani
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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