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Aneel vê possibilidade regulatória para maior geração de energia a partir de resíduos

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Aneel vê possibilidade regulatória para maior geração de energia a partir de resíduos

Diretor da Aneel, Sandoval Feitosa disse que além de leilões existem outras formas de monetizar a geração de energia proveniente de resíduos

Aneel vê possibilidade regulatória para maior geração de energia a partir de resíduos
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Atualizado há 8 meses

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São Paulo, 8 de dezembro– Sandoval Feitosa, diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, afirmou hoje que a geração de energia a partir de resíduos sólidos urbanos pode ser impulsionada para além dos leilões regulados, em negociações com usinas híbridas que utilizam outras fontes e têm contratação direta pelas distribuidoras. Feitosa comentou que a Aneel observa “janelas regulatórias” que podem favorecer uma maior geração de energia a partir do lixo no futuro, com mais usinas. As declarações foram feitas em seminário promovido pela Agência para debater possíveis fontes alternativas para a eletricidade.

A geração de energia a partir de resíduos é uma fonte alternativa limpa que leva à possibilidade de variar a matriz elétrica, diminuir perdas de energia, aprimorar os sistemas de distribuição e transmissão, além de melhorar a agenda ambiental, cooperando com o fim dos lixões e com a redução dos gases do efeito estufa.

Atualmente, há 31 projetos de recuperação energética de resíduos concedidos pela Aneel, que juntos dispõem de 220 megawatts de potência.

Monetização da energia proveniente de resíduos

O leilão de energia nova A-5, ocorrido em setembro deste ano, contratou uma usina da Orizon Valorização de Resíduos (ORVR3), no que foi o principal destaque entre as várias iniciativas que estão em estudo no setor nos últimos anos. O empreendimento, localizado em Barueri, vendeu 75% de sua capacidade total e vai receber investimentos de aproximadamente R$500 milhões.

Porém, Feitosa afirmou que existem outras maneiras de monetizar a geração a partir dos resíduos, como o modelo de geração distribuída, que incentivou a energia solar no país, bem como as usinas híbridas, reguladas pela Aneel há duas semanas, e a contratação direta pelas distribuidoras, cuja regulação será concluída na última reunião de diretoria da autarquia deste ano, segundo o diretor.

O secretário de planejamento do Ministério de Minas e Energia, Paulo Cesar Domingues, também marcou presença na reunião e disse que o governo continuará estimulando a fonte, que permanecerá sendo disponibilizada nos leilões do mercado regulado.

Além disso, a pasta focará na sustentabilidade econômico-financeira dos projetos, para que os custos dos empreendimentos – mais altos do que outras fontes – não sejam totalmente destinados aos consumidores.

Ainda, segundo o secretário, o Ministério promoverá outras tecnologias modernas, como o hidrogênio verde e as usinas eólicas offshore. Ele declarou que há previsão de publicação de um decreto para permitir a instalação das eólicas no mar até o fim deste ano.

Texto: Beatriz Lauerti
Edição: Nicolas Nogueira
Arte: Vinícius Martins/ Mover

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