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Ações recomendadas em julho: carteiras buscam papéis descontados

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Ações recomendadas em julho: carteiras buscam papéis descontados

Dentre 19 carteiras com ações recomendadas compiladas pela Mover, o mandato principal é a busca por liquidez, resiliência e valor atrativo

Ações recomendadas em julho: carteiras buscam papéis descontados
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Atualizado há cerca de 1 mês

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São Paulo, 2 de julho – As carteiras das principais corretoras e bancos de investimento do país com ações recomendadas buscam posições em empresas baratas e com bom histórico de execução no início do segundo semestre, em meio à incerteza com o rumo dos juros.

Dentre 19 carteiras compiladas pela Mover para julho, o mandato principal é a busca por ações líquidas, resilientes e que agora negociam a um valor atrativo, após o Ibovespa perder o patamar de 100 mil pontos na virada do mês passado.

O Ibovespa, principal índice de ações do Brasil, virou refém da alta inflação, da onda global de aumento nos juros, dos temores fiscais, das incertezas diante da eleição presidencial e da queda do índice americano S&P500 — que teve seu pior semestre em 52 anos.

Mas os mercados de baixa também trazem oportunidades. Para Carlos Sequeira, estrategista-chefe de ações do BTG Pactual, as ações brasileiras estão “extremamente baratas”, com as empresas que compõem o Ibovespa negociando a 6,9 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, ante média histórica de 11,2 vezes.

O papel ordinário da Vale (VALE3) liderou as recomendações pelo sétimo mês consecutivo, sendo apontado por 16 carteiras. “A mineradora vai se beneficiar da reabertura e da reaceleração da economia chinesa, uma vez que bons preços do minério de ferro devem ser suportados pela produção siderúrgica do país nos próximos meses”, disse Sequeira.

A XP também manteve a Vale em sua carteira de ações recomendadas, apostando no alívio das restrições para a Covid-19 na China. O papel negocia a um múltiplo EV/EBITDA de 3,0 vezes abaixo da média histórica, indicando que o preço de tela da ação não reflete a perspectiva de forte geração de caixa e lucro operacional, disse o estrategista-chefe Fernando Ferreira.

Esse múltiplo expressa quantos anos de lucro operacional seriam necessários para comprar uma empresa — ou seja, entre maior múltiplo, mais cara a ação. De olho na eleição de outubro, a Petrobras (PETR4) negocia hoje a um múltiplo EV/EBITDA projetado para o ano de 2,4 vezes, abaixo da média histórica e dos pares globais, segundo o Santander Investment.

Estrategistas do Santander são acompanhados por outras nove casas na recomendação da estatal.

A Safra Corretora alerta para a possibilidade de interferência na política de preços da Petrobras, mas acredita que o risco é limitado, “uma vez que a legislação e o estatuto da empresa trazem alguma proteção contra interferência política”.

Já a Suzano (SUZB3) deve se beneficiar do aperto na oferta de celulose, o que levou a companhia a anunciar novos reajustes de preço para China, Europa e Estados Unidos a partir deste mês. “Investidores têm ignorado a recente alta nos preços da celulose e, com isso, ignorado também a significativa geração de caixa da maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo”, disseram analistas da Ágora.

Fora da curva

O Itaú Unibanco (ITUB4) lidera as indicações no setor bancário, com nove menções em carteiras com ações recomendadas, seguido pelo Banco do Brasil (BBAS3), com seis. Para a XP, destacam-se positivamente a perspectiva de bons resultados no ano e o desconto ao que os papéis negociam.

A XP acredita que o Itaú está pronto para liderar em crédito com um nível de inadimplência saudável. Já as ações do Banco do Brasil negociam com um “desconto excessivo”, apontou. A Safra Corretora complementa a tese, apostando que o Banco do Brasil “apresentará uma das maiores expansões de lucro entre os grandes bancos”.

A recomendação dos papéis ordinários da Multiplan (MULT3) por oito carteiras surge como um ponto fora da curva em meio a exportadoras de commodities e grandes bancos.

A operadora de shoppings é destacada entre as ações recomendadas para julho por ser um nome de alta qualidade dentro do segmento, que passou por uma grande transformação digital na pandemia e ainda deve se beneficiar de investimentos que fez em startups de inovação.

Para o Santander Investment, o mais recente Dia do Investidor da empresa “reforçou a visão positiva de rápida recuperação dos seus ativos após o processo de reabertura”.

A equipe ressalta ainda que os custos de ocupação dos shoppings da Multiplan estão se beneficiando da venda de energia no mercado spot, uma vez que parte da energia adquirida pela empresa no mercado livre durante os momentos mais críticos da pandemia não foi utilizada.

Texto: Artur Horta
Edição: Guillermo Parra-Bernal
Imagens: Mover
Comentários: [email protected]

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