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Recessão nos EUA? Tresuaries podem apontar para essa direção: Análise

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Recessão nos EUA? Tresuaries podem apontar para essa direção: Análise

Cada recessão nos EUA nos últimos 60 anos foi precedida por uma inversão na curva dos Treasuries, e isso está próximo de acontecer

Recessão nos EUA? Tresuaries podem apontar para essa direção: Análise
guillermo-parra-bernal

Atualizado há 3 meses

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São Paulo, 31 de março – Com a virulência da atual onda inflacionária nos Estados Unidos, a mais intensa desde que o Rei do Pop Michael Jackson lançava seu descomunal hit “Thriller”, em 1983, cada vez mais somos os observadores de mercado que esperam que o Federal Reserve eleve a taxa básica-alvo de juros do país em cada uma das seis reuniões de política monetária que restam para este ano.

As decisões do comitê decisório de juros do Fed, conhecido como FOMC, geralmente têm impacto na extremidade mais curta da curva de juros – ou seja, a taxa de retorno dos títulos do Tesouro norte-americano, ou Treasuries, com vencimento mais próximo. O investidor, por outro lado, geralmente exerce mais influência sobre os juros nos prazos mais longos.

De fato, os juros de mercado já refletem um ambiente de taxa-alvo em alta. O rendimento dos chamados Treasuries de dois anos está próximo do rendimento dos Treasuries de dez anos. Se, ou quando, o rendimento do título de dois anos excede o de dez anos, diferença conhecida como spread, diz-se que a curva de juros está invertida.

Cada recessão nos EUA nos últimos 60 anos foi precedida por uma inversão na curva de rendimentos dos Treasuries. Nos últimos 30 anos, a relação entre a inversão da curva e a atividade é chocante: no gráfico, é possível observar que o spread negativo, o equivalente a uma curva de juros invertida, sempre foi seguido por uma desaceleração econômica ou uma recessão – que ficam registradas nas barras verdes.

Enquanto escrevo isso, a curva de juros está próxima de se inverter, com um spread estreito de dois pontos base.

Embora a conclusão mais comum entre os participantes de mercado seja que uma inversão de curva nos Treasuries antecede recessões, é sempre bom observar que a economia e as finanças não são necessariamente ciências que funcionam na base do branco e preto.

O lado menos negativo de uma curva invertida é que o início de uma recessão sempre aconteceu, em média, 19 meses após a inversão – e não imediatamente. Além disso, o retorno médio do índice S&P500 desde a data da inversão à recessão foi de quase 13% nos últimos 60 anos.

Uma curva invertida não é uma situação para entrarmos em pânico, como os personagens do vídeo de “Thriller”, o hit que fez de Jackson a maior estrela pop da história. No entanto, a inversão de curva pode dar a um investidor, como você, o tempo suficiente para fazer os ajustes de alocação de carteira que sejam necessários.

DISCLAIMER: Guillermo Parra-Bernal é colunista e membro do Conselho Editorial da Mover. As opiniões expressas por ele neste artigo podem não necessariamente refletir a política editorial da Mover

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