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Livro Bege: Pressões inflacionárias nos EUA permaneceram fortes

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Livro Bege: Pressões inflacionárias nos EUA permaneceram fortes

O Livro Bege é um estudo feito pelo banco central americano junto às empresas e dá uma visão geral sobre a situação econômica dos EUA

Livro Bege: Pressões inflacionárias nos EUA permaneceram fortes
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Atualizado há 2 meses

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Brasília/São Paulo, 20 de abril –As pressões inflacionárias continuam elevadas nos Estados Unidos desde fevereiro e pioraram com a guerra na Ucrânia e a alta de casos de Covid-19 na China, reportou o Livro Bege nesta quarta-feira, reforçando a expectativa de alta mais forte dos juros pelo banco central americano.

Segundo o levantamento divulgado pelo Federal Reserve, em meio à persistência de alta nos preços, as empresas repassaram a pressão de custos de insumos aos clientes, ao mesmo tempo em que lidaram com dificuldades em encontrar mão de obra e com gargalos de produção.

“Em vários distritos, entrevistados reportaram picos nos preços de energia, metais e commodities agrícolas após a invasão russa da Ucrânia”, informou o texto.

O Livro Bege é um estudo feito pelas 12 regionais do Fed junto às empresas e dá uma visão geral da atividade, emprego e preços de cada região do país, o que serve de base para as decisões de política monetária do banco central americano.

A publicação apontou que a persistência inflacionária também contribuiu para salários mais elevados, mas nem isso aliviou a carência de oferta de mão-de-obra no mercado de trabalho.

Mesmo que os distritos consultados tenham reportado pressão de preços pela guerra, o Livro Bege também captou que o emprego nos EUA avançou a um ritmo “moderado” desde meados de fevereiro.

“Muitas empresas reportaram significativa rotatividade, já que os trabalhadores deixaram postos por salários mais altos e horários de trabalhos mais flexíveis”, informou a publicação.

Os gastos dos consumidores aceleraram entre o setor de varejo e empresas de serviços não financeiros, à medida que os casos de Covid-19 vêm diminuindo no país.

Os fechamentos de cidades impostos na China em decorrência do surgimento de casos de Covid-19 também contribuíram para piorar os gargalos de oferta.

“A atividade manufatureira foi sólida, no geral, mas os atrasos nas cadeias de oferta, a rigidez do mercado de trabalho e os custos elevados de insumos continuaram a representar desafios na capacidade das companhias em atender a demanda.”

Segundo o Livro Bege, as perspectivas de crescimento futuro foram turvadas por incertezas criadas pelos recentes desenvolvimentos geopolíticos e pela alta de preços.

O Fed elevou os juros, em março, para o intervalo entre 0,25% e 0,50%. Foi a primeira alta desde dezembro de 2018. A expectativa do mercado é de outra elevação de 50 pontos-base na próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto, entre 3 e 4 de maio.

Derivativos dos Fed Funds precificavam, nesta tarde, 93,2% de chance de que isso ocorra em maio.

Texto: Gabriel Ponte
Edição: Angelo Pavini
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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