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Livro Bege: Economia dos EUA avançou em ritmo modesto ao fim de 2021

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Livro Bege: Economia dos EUA avançou em ritmo modesto ao fim de 2021

Problemas relacionados ao choque de oferta e à escassez de mão de obra ajudaram a limitar os crescimentos das companhias, diz Livro Bege

Livro Bege: Economia dos EUA avançou em ritmo modesto ao fim de 2021
gabriel-pontes

Atualizado há 7 meses

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Brasília, 12 de janeiro – A economia dos Estados Unidos avançou em ritmo moderado no final do ano passado, com as companhias reportando que seus crescimentos foram limitados por problemas relacionados ao choque de oferta e à escassez de mão de obra, conforme o Livro Bege do banco central do país, o Federal Reserve, divulgado nesta quarta-feira.

O Livro Bege é um documento que indica a situação econômica dos 12 distritos onde o banco central americano atua.

“Embora o otimismo tenha permanecido elevado, de forma geral, vários distritos reportaram que relatos de empresas em torno das expectativas de crescimento ao longo dos próximos meses esfriaram nas últimas semanas”, reportou o Fed no documento.

Ainda de acordo com o Fed, as empresas informaram que apesar do ritmo modesto de crescimento, a demanda por materiais e insumos, bem como por trabalhadores, permaneceu elevada entre a atividade empresarial.

Por outro lado, o Livro Bege informou que muitos distritos notificaram um recuo repentino nas viagens de lazer, ocupação hoteleira, além de refeições regulares em restaurantes, em decorrência da rápida propagação da variante ômicron da covid-19.

Emprego modesto

Já sobre a ótica de emprego, o Fed afirmou, no documento, que a geração de vagas cresceu modestamente nas últimas semanas, apesar de a demanda por mão de obra adicional permanecer robusta, segundo as informações coletadas pela maioria dos distritos.

“O aperto no mercado de trabalho levou ao crescimento robusto de salários no país”, complementou o banco central.

Escalada da inflação

O Livro Bege do Fed também registrou forte crescimento dos preços aos consumidores, apesar de alguns distritos terem notado que o aumento de preços desacelerou ante o forte ritmo observado nos meses anteriores.

“Preços de atacado e materiais contribuíram para as pressões de preços ao longo de uma ampla gama de indústrias, abrangendo prestadores de serviço e produtores de bens”, diz o Livro Bege.

Mais cedo, o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos reportou que a inflação ao consumidor nos Estados Unidos registrou alta de 7,0% em 2021, na base anual, no maior avanço desde junho de 1982, e muito acima da meta média anual perseguida pelo Fed, de 2,0%.

Em meio à persistência de preços altos, o Comitê de Mercado Aberto, FOMC, deixou de caracterizar a inflação como “transitória” em sua mais recente reunião, em dezembro, bem como acelerou a redução de recompras de títulos do mercado neste mês, no chamado “tapering”, abrindo espaço para iniciar o processo de alta de juros mais cedo.

Por outro lado, o Fed reporta que alguns distritos informaram que gargalos de oferta relacionados aos transportes têm se estabilizado nas recentes semanas, embora os custos de compras permaneçam elevados.

A publicação é um estudo feito pelas 12 regionais do banco central americano junto às empresas e dá uma visão geral da atividade, emprego e preços de cada região e serve de base para as decisões de política monetária do Fed.

Texto: Gabriel Ponte
Edição Allan Ravagnani e Letícia Matsuura
Imagem: Mover

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