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Inflação nos EUA desacelera, mas bate 7% no ano, maior alta desde 1982

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Inflação nos EUA desacelera, mas bate 7% no ano, maior alta desde 1982

Segundo dados do Departamento de Trabalho, a inflação nos EUA subiu 0,5% em dezembro, desacelerando frente ao avanço de 0,8% de novembro

Inflação nos EUA desacelera, mas bate 7% no ano, maior alta desde 1982
guilherme-maradei-dogo

Atualizado há 7 meses

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São Paulo, 12 de janeiro – A inflação ao consumidor nos Estados Unidos superou o consenso na base mensal e atingiu a maior alta anual desde 1982, mas apresentou a segunda desaceleração consecutiva no mês passado, o que diminui as apostas para um aperto monetário mais duro por parte do Federal Reserve, banco central americano.

Segundo dados do Departamento de Trabalho americano, a inflação subiu 0,5% em dezembro, desacelerando frente ao avanço de 0,8% de novembro, mas acima da expectativa do mercado em 0,4%. No núcleo, que excluem os preços de energia e alimentos, a alta mensal foi de 0,6%, uma aceleração de 0,1 ponto percentual frente a novembro e do consenso.

No mês passado, a principal pressão veio dos alimentos, com alta de 0,5%, enquanto a energia apresentou deflação de 0,4%, refletindo a queda de 0,5% dos preços da gasolina.

Já no acumulado de 2021, a inflação chegou a 7%, como esperado pelo mercado, sendo a maior desde junho de 1982. No núcleo anual, a alta foi de 5,5%, levemente acima do consenso do mercado de 5,4%, e o maior índice desde fevereiro de 1991.

A maior pressão no ano passado adveio do grupo de energia, com alta de 29,3%, refletindo a alta da gasolina, em 49,6%, e do gás encanado, em 24,1%. Outro item com relevante avanço foi o de veículos, fazendo jus aos problemas nas cadeias globais de suprimentos, que atrasaram as entregas. Os veículos novos tiveram avanço de 11,8% no ano passado, enquanto os usados subiram 37,3%.

Reflexos dos dados

O pré-mercado americano acelerou os ganhos após a divulgação dos dados, uma vez que eles demonstram a desaceleração da elevação de preços depois das altas de 0,9% em outubro e 0,8% em novembro, o que pode reduzir as expectativas de um aperto monetário forte do Fed neste ano.

Andrey Nousi, diretor da Nousi Finance, diz que os dados corroboram a visão do mercado americano para confiar que o banco central americano conseguirá controlar a inflação no médio prazo, usando as ferramentas necessárias, como explicado ontem pelo presidente da autarquia, Jerome Powell, no Senado.

O índice Nasdaq puxa a fila, com alta de 0,91% perto das 11h15, enquanto S&P500 e Dow Jones subiam 0,48% e 0,33%, respectivamente. Já o Índice Dólar DXY acelerou as perdas, caindo 0,38%, e os rendimentos das Treasuries de dez anos passaram a cair 2,3 pontos-base, atingindo 1,723%.

No Brasil, o Ibovespa acelerou os ganhos, subindo 1,34%, aos 105.166 pontos, enquanto o dólar passou a cair 0,25%, a R$5,580, inicialmente, mas depois retomou movimento de alta. A curva de juros opera em queda de até 23 pontos-base.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Cintia Thomaz e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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