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Inflação nos EUA de fevereiro registra maior alta em 40 anos

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Inflação nos EUA de fevereiro registra maior alta em 40 anos

O maior peso na inflação nos EUA veio da gasolina, que avançou 6,60% no mês passado, e da alimentação, com alta de 1,00%

Inflação nos EUA de fevereiro registra maior alta em 40 anos
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Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 10 de março – A inflação ao consumidor nos EUA acelerou em fevereiro, em linha com a expectativa do mercado, validando as apostas de alta na taxa básica de juros norte-americana na semana que vem. O dado inflacionário na leitura anual é o maior em 40 anos.

Segundo o Departamento de Trabalho norte-americano, a inflação ao consumidor acelerou 0,80% em fevereiro, ante 0,60% em janeiro, em linha com a expectativa do mercado. Com isso, o acumulado de 12 meses chegou a 7,90%, também dentro do consenso, porém, renovando as máximas desde 1982. A meta do Federal Reserve, banco central do país, para o indicador é de 2% ao ano.

Para Gabriel Reich, contribuidor Macro do TC, o patamar elevado da inflação coloca pressão no presidente do banco central americano, Jerome Powell, para uma elevação de juros. “A elevação deve ser de 25 pontos-base, com o Fed culpando o conflito na Ucrânia e para não causar uma desaceleração econômica com um ritmo de alta maior, mas ainda assim não surtirá muitos efeitos”, completa.

O maior peso veio da gasolina, que subiu 6,60% no mês passado, e da alimentação, alta de 1,00%, com a alimentação doméstica avançando 1,40%. Os preços de gás encanado também subiram 1,50%, após dois meses de queda. Apenas eletricidade apresentou recuo substancial, de 1,10%.

Os setores de veículos novos e automóveis usados, que vinham apresentando altas sequenciais de 1% há quatro meses, desaceleraram em fevereiro, para alta de 0,3% e queda de 0,2%, respectivamente.

Nos núcleos da inflação nos EUA, que excluem os preços de alimentos e combustíveis, houve leve desaceleração em fevereiro, com alta de 0,50%, contra 0,60% em janeiro. No acumulado de 12 meses, o avanço atingiu 6,40%.

Os derivativos que precificam apostas para o aumento da taxa básica de juros norte-americana na próxima semana não tiveram alteração substancial após a divulgação do indicador. Cerca de 95% dos investidores acreditam em uma alta de 25 pontos-base, os outros 5% creem na manutenção da taxa em 0,0%.

Reação do mercado à inflação nos EUA

Os índices acionários de Nova York mantiveram o viés de baixa por volta de 1% nesta manhã, refletindo, também, a falta de acordo entre russos e ucranianos para o fim da guerra no Leste europeu.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, por outro lado, aceleraram a alta para 3,8 pontos-base, a 1,986%.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Gabriela Guedes e Letícia Matsuura
Imagem: Mover

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