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Ex-funcionária da Coca-Cola é condenada por tráfico de segredos à China

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Ex-funcionária da Coca-Cola é condenada por tráfico de segredos à China

Xiaorong You, uma química que trabalhou para a Coca-Cola, foi condenada a 14 anos de prisão por beneficiar empresas e o governo da China

Ex-funcionária da Coca-Cola é condenada por tráfico de segredos à China
stefanie-rigamonti

Atualizado há cerca de 2 meses

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São Paulo, 10 de maio – A Justiça dos Estados Unidos condenou a 14 anos de prisão uma química, que trabalhava para a Cola-Cola, por ter vendido informações sigilosas de empresas americanas à China.

De acordo com o Departamento de Justiça do país, Xiaorong You, de 59 anos, foi sentenciada pelos crimes de conspiração, espionagem econômica, roubo de segredos comerciais e fraude eletrônica.

Conforme documentos e provas obtidos pela corte, a mulher traficou segredos sobre a fórmula para a fabricação de latinhas de refrigerante sem o componente Bisfenol-A, que é uma substância cancerígena.

O procurador-geral assistente Matthew G. Olsen, da Divisão de Segurança Nacional do Departamento de Justiça dos EUA, justificou a condenação dizendo que a ré “roubou segredos comerciais valiosos e pretendia usá-los para beneficiar não apenas uma empresa estrangeira, mas também o governo da China”.

“A sentença de hoje reflete a gravidade dessa ofensa, bem como o compromisso do Departamento de Justiça de proteger a segurança de nossa nação, investigando e processando aqueles que roubam propriedade intelectual de empresas dos EUA”, continuou.

Ainda de acordo com o Departamento de Justiça, as informações roubadas pertenciam às companhias químicas Akzo-Nobel, BASF, Dow Chemical, PPG, Toyochem, Sherwin Williams e Eastman Chemical Company, que investiram cerca de US$120 milhões para desenvolver o produto.

O Bisfenol-A, também conhecido pela sigla BPA, é usado pela indústria para revestir o interior de embalagens com o intuito de evitar a perda de gosto dos alimentos e também para prevenir que as embalagens sofram reações químicas em contato com os seus conteúdos. Mas o potencial cancerígeno da substância tem levado a indústria a buscar outras soluções.

Texto: Stéfanie Rigamonti
Edição: Allan Ravagnani
Imagem: Reprodução / Pixabay

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