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Emprego: EUA criam 678 mil vagas, maior alta em 7 meses

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Emprego: EUA criam 678 mil vagas, maior alta em 7 meses

O número de vagas de emprego criadas superou de longe as expectativas do mercado, pressionando o banco central dos EUA a aumentar os juros

Emprego: EUA criam 678 mil vagas, maior alta em 7 meses
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Atualizado há 5 meses

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São Paulo, 4 de março – O Payroll, relatório de emprego urbano dos Estados Unidos, teve em fevereiro a maior alta na criação de vagas dos últimos sete meses, superando as expectativas do mercado. O resultado pressiona o Federal Reserve, banco central dos EUA, a assumir uma postura mais severa para controlar a inflação, apesar da estabilidade nos salários.

Segundo o Departamento de Trabalho dos EUA, o Payroll registrou acréscimo de 678 mil vagas de emprego em fevereiro, acima da expectativa de 400 mil. O dado de janeiro foi revisado para cima, de 467 mil para 481 mil.

Com isso, a taxa de desemprego recuou de 4% para 3,8%, atingindo 6,3 milhões de americanos. Em fevereiro de 2020, antes da pandemia, a taxa de desemprego era de 3,5%.

Já os ganhos salariais ficaram estáveis na base mensal, ante a expectativa de alta de 0,5%, enquanto na base anual houve aumento de 5,1%, também abaixo da expectativa de 5,8%.

Os dados melhores do que o esperado mostram a resiliência da economia dos EUA e a retomada do emprego, quase que completa, pontua Piter Carvalho, da Valor Investimentos. Mas, por outro lado, pressiona o Fed a elevar os juros para conter a pressão inflacionária.

Reação do mercado

Os futuros de índices de ações americanos acentuaram levemente o viés de queda após a divulgação dos dados de emprego nos EUA, repercutindo também os desdobramentos do conflito entre Rússia e Ucrânia. Perto das 11h, o S&P500 futuro, Dow Jones e Nasdaq caíam em média 1%, enquanto o rendimento das Treasuries de 10 anos recuava 7,7 pontos-base, a 1,765%.

Em entrevista à CNBC, o diretor do Fed de Chicago, Charles Evans, disse que os dados não mudam as opiniões emitidas pelo presidente da autarquia, Jerome Powell, nesta semana, quando ele disse que seria “apropriado” elevar os juros em 25 pontos-base na reunião de 16 de março.

Os derivativos que calculam as chances de alta pelo Fed apontam que 95% dos investidores acreditam em uma alta dessa magnitude, enquanto outros 5% apostam na manutenção em 0,0%.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Renato Carvalho e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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