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Prévia da inflação: IPCA-15 tem maior alta para setembro desde 1994

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Prévia da inflação: IPCA-15 tem maior alta para setembro desde 1994

O forte aumento da gasolina e da energia elétrica impactaram o Índice de Preços ao Consumidor Amplo –15 do mês de setembro

Prévia da inflação: IPCA-15 tem maior alta para setembro desde 1994
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Atualizado há 11 meses

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O forte aumento da gasolina e da energia elétrica levaram o Índice de Preços ao Consumidor Amplo –15 de setembro, prévia da inflação oficial mensal, a registrar sua maior alta para o mês desde o início do plano real, em 1994. Os foram dados divulgados nesta sexta-feira, 24, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE.

O IPCA-15 ficou em 1,14% no mês de setembro, 0,25 ponto percentual acima da taxa de agosto, que foi de 0,89%. De acordo com o IBGE, essa foi a maior alta desde fevereiro de 2016, quando o índice chegou a 1,42%. E o maior para um mês de setembro desde o ano de 1994. Em setembro de 2020, a taxa foi de 0,45%.

Em relação ao IPCA-E, que é o IPCA-15 acumulado trimestralmente, a taxa ficou em 2,77%, variação de 0,98% em relação ao mesmo período de 2020. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 7,02% e, em 12 meses, de 10,05%.

Setor de transportes puxa o IPCA-15

O maior impacto no índice foi o setor de transportes, com variação de 2,22%, seguido pelo de alimentação e bebidas, com 1,27%, uma alta superior ao mês anterior. Na sequência vem habitação, com 1,55%, ainda que o ritmo de elevação desse grupo tenha sido menor em relação a agosto. No total, oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tiveram alta.

O resultado do setor de transportes foi influenciado pela alta de 3% dos combustíveis. A gasolina subiu 2,85% e acumula 39,05% nos últimos 12 meses. Juntamente com a energia elétrica, a gasolina foi o subitem de maior impacto individual do mês no IPCA-15. Etanol, gás veicular e óleo diesel também tiveram alta, com 4,55%, 2,04% e 1,6%, respectivamente.

Seguindo no setor de transportes, os veículos próprios também tiveram elevações registradas. A alta dos automóveis novos foi de 1,70%, os usados, de 1,34%, e as motocicletas, 1,04%. Por fim, as passagens aéreas subiram 28,76% em setembro, após queda de 10,90% observada em agosto.

Alimentação e bebidas

O resultado no setor teve maior influência da alimentação no domicílio, que subiu de 1,29% para 1,51% em setembro. Os preços das carnes impactaram, nesse sentido, com alta de 1,10%.

Além disso, a batata inglesa, café moído, frango em pedaços, frutas e leite longa vida foram os que mais  pesaram no bolso dos brasileiros na alimentação, com taxas de 10,41%, 7,80%, 4,70%, 2,81% e 2,01%, respectivamente. Por outro lado, arroz e cebola ficaram mais baratos pelo oitavo mês consecutivo.

A alimentação fora de casa também acelerou, mas com dois movimentos distintos: alta na refeição de 1,31% e recuo de 0,46% no subgrupo de lanches.

Confira a pesquisa completa aqui.

Texto: Stéfanie Rigamonti
Edição: Peter Frontini
Arte: Vinicius Martins / Mover


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