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Pix completa um ano e Banco Central anuncia novas funções

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Pix completa um ano e Banco Central anuncia novas funções

Em aniversário do Pix, o Banco Central anunciou novas funcionalidades e dois mecanismos de segurança contra fraude direcionados aos usuários

Pix completa um ano e Banco Central anuncia novas funções
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Atualizado há 7 meses

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 São Paulo, 16 de novembro – O Pix completou um ano de operação nesta terça-feira, computando mais de 348 milhões de chaves cadastradas até outubro, de acordo com o Banco Central. O montante mostra a forte adesão ao método de pagamentos e transferências instantâneos.

Com atualizações e novas ferramentas disponíveis, o Banco Central quer ampliar ainda mais o escopo desse sistema de pagamentos. Em evento comemorativo, o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, anunciou novas funcionalidades para o ano que vem, entre elas, a possibilidade de efetuar pagamentos sem conectividade à internet.

No médio prazo, o Banco Central poderá desenvolver funcionalidades de integração do Pix com sistemas de pagamentos instantâneos de outros países, disse Campos Neto. Ele explicou que ainda há mais potencial a ser alcançado. “O uso do QR Code, por exemplo, ainda depende de uma melhor assimilação da tecnologia por parte dos usuários”, exemplificou.

Pix Saque e Pix Troco

O sistema de pagamentos criado pelo Banco Central contará com duas novidades ainda em novembro: Pix Saque e Pix Troco. Os dois serviços serão gratuitos, com um limite de oito saques por mês, com limites de valores de R$500 durante o dia e R$100 à noite, das 20h às 6h.

No Pix Saque, o cliente deve escolher um estabelecimento autorizado a oferecer o serviço, fazer um Pix a esse agente a partir de um QR Code ou pelo aplicativo do prestador de serviços. Já com o Pix Troco o lojista poderá devolver troco em espécie para consumidores que pagarem um valor maior que o total do produto.

Medidas contra fraudes

O Banco Central anunciou dois novos mecanismos de segurança aos usuários do Pix que entram em vigor nesta terça-feira. Um deles é o bloqueio cautelar de recursos, por até 72 horas, feito pela instituição financeira onde qualquer suposto golpista tenha conta. Nesse tempo, será analisado se houve realmente fraude.

O outro é o mecanismo especial de devolução, o MED. Nesse caso, o usuário vítima de fraude deve acionar o canal de atendimento de sua instituição, que, por sua vez, informará a instituição do fraudador para bloquear os recursos. Com a análise das duas instituições, de prazo de no máximo sete dias, e a fraude comprovada, a quantia será devolvida à vítima do golpe.

Restrições e penalidades

Devido ao crescimento de sequestros-relâmpago depois que o sistema Pix foi implementado, o Banco Central alterou regras envolvendo as movimentações financeiras. Desde outubro as transferências e pagamentos feitos por pessoas físicas entre 20h e 6h por meio do Pix foram limitados a R$1.000. Contas de empresas não foram incluídas no novo regulamento.

“O Banco Central monitora constantemente e fará intervenções quando tiver o diagnóstico preciso. E intervenções que não imponham custos altos aos participantes e diminuam a usabilidade desses meios de pagamento aos usuários”, afirmou o diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central, João Manoel Pinho de Mello, em coletiva de imprensa realizada em agosto.

Na sexta-feira, 12, a autarquia também alterou regras referentes a infrações e penalidades. Aqueles que violarem os termos de regulamento do Pix poderão pagar multas entre R$50 mil e R$1 milhão. No intuito de disciplinar os usuários do sistema, o Banco Central preparou um Manual de Penalidades, disponível em seu site oficial.

Escalada do Pix

De acordo com pesquisa realizada em setembro pela Zetta e pelo DataFolha, o Pix já é conhecido por mais de 96% da população brasileira, e quase 70% dos entrevistados pretende usar o sistema no cotidiano. Até 31 de outubro, foram contabilizadas mais de 7 bilhões de transações liquidadas via Pix por pessoas físicas e jurídicas, conforme o Banco Central.

Nesse contexto, a circulação de dinheiro em espécie diminuiu 10,5% entre janeiro e outubro, possivelmente com a escalada do Pix, apontou a autarquia, que explicou em nota que “ainda não tem estudos que correlacionem ou comprovem” a queda no uso de papel moeda com o aumento de transações feitas pelo sistema de pagamentos instantâneos. Saiba mais sobre ele no artigo da TC School.

Texto: Anderson Lima e Letícia Matsuura
Colaboração: Gabriel Ponte
Edição: Gabriela Guedes
Arte: Vinícius Martins / Mover

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