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Seacrest avalia IPO após adquirir ativos da Petrobras, dizem fontes

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Seacrest avalia IPO após adquirir ativos da Petrobras, dizem fontes

A Seacrest chegou a acordo em fevereiro para aquisição de quatro campos terrestres da Petrobras no ES, o Polo Norte Capixaba, por US$544 mi

Seacrest avalia IPO após adquirir ativos da Petrobras, dizem fontes
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Atualizado há cerca de 1 mês

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São Paulo, 27 de maio – A Seacrest avalia realizar uma oferta inicial de ações para financiar a aquisição de campos da Petrobras, embora o cronograma e a estrutura da operação ainda não estejam definidos por conta da turbulência no mercado de capitais, disseram ao Scoop by Mover cinco fontes a par do plano.

A petroleira entregou a missão de levar o chamado IPO adiante ao diretor financeiro Rafael Grisolia, que chegou à empresa em abril após passagens pela Petrobras e pela BR Distribuidora, atual Vibra Energia, disseram as fontes, que pediram anonimato para falar sobre a potencial transação.

O plano da Seacrest testará o apetite de investidores por ações de empresas de petróleo e gás em meio a um cenário macroeconômico complexo, que mistura a disparada dos preços internacionais do petróleo com preocupações com riscos de recessão e com a elevada inflação pelo mundo. A proximidade das eleições no Brasil também gera tensão no mercado local.

Questionada sobre a possível abertura de capital, a Seacrest confirmou haver estudos em andamento, sem fornecer mais informações. “A empresa avalia diversas formas de financiamento, entre elas o IPO, mas não comenta detalhes”, afirmou, em nota.

Controlada por uma holding global de investimentos em óleo e gás com o mesmo nome, a Seacrest chegou a acordo em fevereiro para aquisição de quatro campos terrestres da Petrobras no Espírito Santo, o Polo Norte Capixaba, por US$544 milhões.

Em dezembro, ela concluiu a compra de 27 campos terrestres da Petrobras, o Polo Cricaré, também no Espírito Santo, por US$156 milhões.

Contra a maré

A estratégia da Seacrest é mais um exemplo de como desinvestimentos da Petrobras acabaram por fomentar a listagem em bolsa de empresas no Brasil — as petroleiras independentes 3R Petroleum e PetroRecôncavo realizaram IPOs em 2020 e 2021, respectivamente, visando pagar ativos adquiridos da estatal.

A Seacrest ainda não tem decisão sobre quando a oferta poderia ocorrer, por preocupações quanto ao apetite por novas emissões de ações no atual cenário. Neste ano, nenhuma empresa protocolou pedido de IPO no Brasil até agora, segundo dados da B3.

Duas fontes disseram que o cenário de preços elevados do petróleo devido à guerra na Ucrânia pode abrir uma janela de oportunidade para uma oferta inicial no setor de óleo e gás antes da eleição no Brasil, em outubro. Eventualmente, a depender das condições de mercado, a operação poderia acontecer em 2023, ou até no exterior, disseram duas das fontes.

Recentemente, a Seacrest obteve financiamento da trading internacional de petróleo Mercuria para pagar parte de suas aquisições no Brasil, em negócio intermediado pelos escritórios de advocacia Mattos Filho e Lefosse, mas ela ainda precisará de mais recursos, acrescentaram as fontes.

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Texto: Luciano Costa
Edição: Gabriela Guedes
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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