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Processos trabalhistas e lojas físicas derrubam balanço da Via

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Processos trabalhistas e lojas físicas derrubam balanço da Via

Com alta de R$1,2 bilhão na provisão e receita abaixo do consenso, a Via registrou prejuízo líquido de R$638 milhões entre julho e setembro

Processos trabalhistas e lojas físicas derrubam balanço da Via
maria-luiza

Atualizado há 8 meses

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São Paulo, 10 de novembro – A Via, antiga Via Varejo e dona da redes Casas Bahia e Ponto Frio, viu seus indicadores financeiros decepcionarem no terceiro trimestre, impactados pela atualização de suas demandas judiciais, que aumentaram as provisões em R$1,2 bilhão e tiveram impacto líquido de R$810 milhões de reais no balanço do período.

A empresa explica que o aumento de R$1,2 bilhão nesse tipo de provisão originou-se do aumento da velocidade de acionamento pela justiça, mudança do perfil das condenações, agora provenientes de processos mais antigos e de cargos com remunerações mais elevadas, além do efeito remanescente de demissões estruturantes.

O valor, contudo, diminuiu considerando outros efeitos, como o reconhecimento de R$254 milhões em novos créditos tributários, o que levou a um impacto líquido negativo de R$810 milhões de reais no resultado no período.

A Via projetou impacto de R$100 milhões a R$200 milhões no balanço do quarto trimestre, R$900 milhões a R$1 bilhão em 2022 e de R$500 milhões a R$600 milhões em 2023.

“Além disso, o cenário de deterioração econômica, reflexo da pandemia da Covid-19, tende a impactar diretamente na decisão de ingresso de novas reclamações”, disse.

Prejuízo e receita abaixo do esperado

No terceiro trimestre, a Via reportou prejuízo líquido de R$638 milhões, cenário bem pior que o consenso de lucro de R$264 milhões. O lucro operacional ficou estável na base anual, em R$101 milhões. A empresa registrou EBITDA negativo em R$923 milhões, impactado também pelos processos trabalhistas, e EBITDA ajustado em R$669 milhões.

A receita líquida da varejista atingiu R$7,35 bilhões, abaixo dos R$8,36 bilhões esperados, pressionada pela queda de 16,6% nos ganhos brutos do físico.

O volume total de vendas, ou GMV, bruto consolidado da dona das Casas Bahia no período cresceu 5,7% na base anual, a R$11,08 bilhões, impulsionado pela divisão do e-commerce, que acelerou 9,6% no período, movimento compensado pela queda de 14,3% no GMV das lojas físicas, em função da forte base comparativa – o segundo trimestre de 2020 foi marcado pela reabertura de comércios considerados não-essenciais. As vendas mesmas lojas caíram 13,8% em relação a igual período do ano passado.

No marketplace, o GMV bateu R$2 bilhões, alta de 133% ano a ano, reflexo do “desbravamento do processo de cadastro de vendedores, aumento de sortimento, e aumento de compradores”, explica a companhia. O mesmo indicador do e-commerce subiu 9,6% no período, a R$3,8 bilhões. As vendas digitais representam 60% do GMV bruto.

Desempenho das ações da Via

A ação ordinária da Via (VIIA3) fechou a sessão desta quarta-feira em queda de 5,84%, a R$7,10. No ano, as perdas se acumulam em 56,06%. O Ibovespa subiu 0,52%, aos 106 mil pontos.Ação da Via - VIIA3

Para acompanhar o desempenho das ações da varejista e de outras empresas listadas na bolsa brasileira, basta acessar o TC Matrix, ferramenta gratuita do TC.

Texto: Maria Luiza Dourado
Edição: Gustavo Boldrini e Letícia Matsuura
Arte: Mover

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