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Nubank reduz prejuízo com lucro líquido de US$10,1 milhões

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Nubank reduz prejuízo com lucro líquido de US$10,1 milhões

A controladora do Nubank classificou o período como o trimestre mais forte da sua história; lucro líquido foi de US$10,1 milhões

Nubank reduz prejuízo com lucro líquido de US$10,1 milhões
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Atualizado há cerca de 2 meses

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São Paulo, 16 de maio –  A Nu Holdings, controladora do Nubank, viu seu prejuízo líquido diminuir 17% na base anual no primeiro trimestre, refletindo uma disparada na receita total da instituição, no período em que classificou como o trimestre mais forte da sua história.

Em balanço divulgado nesta segunda-feira, o maior banco exclusivamente digital do mundo em número de clientes reportou prejuízo líquido de US$45,1 milhões, em medida que exclui efeitos cambiais, queda de 17% ante mesmo período do ano passado. A medida veio acima do consenso Refinitiv que previa perda de US$25 milhões.

Em termos ajustados, excluindo alguns itens incluindo despesas de remuneração baseada em ações, o banco reportou lucro líquido de US$10,1 milhões, frente ao prejuízo líquido ajustado de US$13,1 milhões registrado há um ano.

Às 19h45, a ação da Nu Holdings subia 4,37% no pós-mercado de Nova York, negociada a US$4,54.

A fintech teve receita total de US$877,2 milhões no período, além do consenso de US$613 milhões, com impacto do amadurecimento de safras de clientes Nu, lançamento de novos produtos, aumento no volume de transações, de compras e de taxas de intercâmbio relacionadas, explica em comunicado.

O resultado foi impactado positivamente também pela Receita de Juros e Ganhos sobre Instrumentos Financeiros, que bateu US$619,4 milhões, mais 343% ano a ano, reflexo da alta de juros no Brasil de janeiro a março.

O Nubank terminou o primeiro trimestre com 46,5 milhões de clientes ativos, aumento anualizado de 82,4%, o que representa uma receita média por cliente ativo de US$6,70, alta de 63,4% ante o primeiro trimestre de 2021.

“Esse resultado é fruto do nosso avançado modelo de risco e de nosso portfólio de crédito disciplinado e resiliente, especialmente considerando as condições macroeconômicas atuais”, diz David Vélez, fundador e diretor-presidente do Nubank no balanço.

O banco viu seu portfólio de crédito crescer 343% ano a ano, chegando a US$3,1 bilhões, mantendo as despesas com provisão para devedores duvidosos para 3% da carteira de crédito. Ao todo, o Nubank havia provisionado US$275,7 milhões ao final do trimestre, alta de 251,7% ano a ano.

A inadimplência acima de 90 dias do banco terminou o trimestre em 4,2% frente aos 3,5% do trimestre passado. A leitura veio acima da média do Sistema Financeiro Nacional, que fechou fevereiro em 2,5% segundo dado mais recente divulgado pelo Banco Central.

O Nubank registrou ainda uma disparada de 95% nas despesas operacionais, a US$361,8 milhões.

A ação da Nu Holdings acumula queda de 56,4% desde o início do ano, pressionada pelo cenário de alta de juros no Brasil e nos EUA, que prejudica companhias de crescimento.

Texto: Maria Luiza Dourado e Gustavo Boldrini
Edição: Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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