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Itaú venderá fatia na XP 'em momento oportuno', diz presidente do banco

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Itaú venderá fatia na XP 'em momento oportuno', diz presidente do banco

Itaú Unibanco detém participação de 11,37% na XP e precisa reduzir a fatia para menos de 10% a fim de manter seu nível de risco

Itaú venderá fatia na XP 'em momento oportuno', diz presidente do banco
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Atualizado há cerca de 2 meses

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São Paulo, 9 de maio – O Itaú buscará recompor seu nível de capital ao longo do ano, por meio da perspectiva de desaceleração na originação de crédito e da venda de uma parte da fatia que o banco detém na XP, disse o diretor-presidente Milton Maluhy Filho em teleconferência de resultados.

O Itaú espera vender parte da fatia restante detida na XP ainda neste ano, mas esperará pelo “melhor momento” para realizar a operação, ainda sem formato definido, afirmou Maluhy.

O banco detém participação de 11,37% na companhia de investimentos e precisa reduzir a fatia para menos de 10% a fim de manter seu nível de risco e de capital inalterados, segundo as regras do Acordo de Basileia. Maluhy afirmou que a venda “não causará grandes impactos” nas ações da XP e que “não há pressa” para executá-la.

O maior banco comercial da América Latina reportou lucro líquido recorrente de R$7,36 bilhões no primeiro trimestre, um avanço de 15% na comparação com o mesmo período do ano passado, levemente acima do consenso Mover, de R$7,30 bilhões.

O índice de inadimplência do Itaú deve manter trajetória de alta nos próximos trimestres, até se estabilizar nos níveis pré-pandemia, próximo aos 3%, disse Maluhy. Nos primeiros três meses do ano, o índice de inadimplência acima de 90 dias atingiu 2,6%. Segundo o executivo, os índices atuais de provisionamento e de cobertura do banco estão “saudáveis”.

O forte crescimento no segmento de cartões de crédito no primeiro trimestre veio em linha com o movimento do mercado, mas deve se normalizar ao longo do ano. Créditos com garantias devem ganhar mais espaço na carteira do banco.

O Itaú está reduzindo a concessão de crédito em linhas de maior risco ao longo do ano, convergindo o crescimento da carteira para dentro do guidance de 9% a 12%, disse Maluhy.

A margem com clientes deve convergir para dentro do guidance de crescimento até o fim do ano, entre 20,5% e 23,5%, após avançar quase 24% entre janeiro e março. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido medida pelo ROE recorrente deve se manter perto de 20%, também até o fim do ano, segundo Maluhy. O banco manteve os guidances para o ano e está “muito confortável” para entregar as metas estipuladas, segundo o executivo.

O banco não deve fazer mudanças em sua política de dividendos, mantendo o percentual de proventos pagos a acionistas nos atuais 25% “por um bom tempo”, segundo Maluhy.

Desempenho das ações do Itaú

Perto das 12h25, a ação preferencial do Itaú (ITUB4) recuava 2,86%, a R$23,11. Porém, no ano, o papel acumula ganho de 10,70%. No mesmo horário, o Ibovespa operava em queda de 2,16%, aos 102,8 mil pontos.

Para acompanhar o desempenho das ações das empresas listadas na bolsa brasileira, basta acessar o TC Matrix, ferramenta gratuita do TC.

Texto: Gustavo Boldrini
Edição: Gabriela Guedes e Letícia Matsuura
Arte: Mover

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