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Cogna reduz prejuízo com queda de provisões e maior adimplência

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Cogna reduz prejuízo com queda de provisões e maior adimplência

A Cogna reportou prejuízo líquido de R$74,9 milhões entre outubro e dezembro, abaixo da projeção da Mover, que previa perdas de R$80 milhões

Cogna reduz prejuízo com queda de provisões e maior adimplência
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Atualizado há 3 meses

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São Paulo, 25 de março – A Cogna viu seu prejuízo líquido cair quase duas vezes ano a ano no quarto trimestre de 2021, refletindo uma forte redução das provisões para crédito duvidoso com o aumento da adimplência de alunos da Kroton, rede de ensino superior, conforme balanço financeiro divulgado na noite da última quinta-feira, 24.

A companhia educacional reportou prejuízo líquido de R$74,9 milhões entre outubro e dezembro, abaixo da projeção da Mover, que previa perdas de R$80 milhões – valor já ajustado por uma despesa de R$215 milhões referente à operação de compra da plataforma de ensino Eleva. Na comparação anual, o prejuízo despencou 87,3%.

A receita líquida da companhia no quarto trimestre ficou em R$1,55 bilhão, superando consenso de R$1,47 bilhão, e o Ebtida – lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização – recorrente atingiu R$423,9 milhões, acima dos R$378 milhões previstos, com margem de 27,3% – avanço de 33,5 pontos percentuais na comparação com o quarto trimestre de 2020.

Em comunicado, a Cogna disse que a forte elevação das margens no ano reflete a estratégia de recuperação adotada pela administração do diretor-presidente, Rodrigo Galindo, a fim de resgatar uma companhia fortemente endividada e impactada pela pandemia da Covid-19.

Outro destaque do balanço foi a queda de 90% nas provisões para crédito duvidoso, de R$703 milhões no último trimestre de 2020 para R$64,6 milhões em igual período de 2021.

Segundo a Cogna, o recuo reflete o aumento de 15 pontos percentuais no nível de adimplência de alunos da Kroton, com medidas como a identificação prévia de alunos desengajados, uma melhora na eficiência da cobrança das mensalidades, a descontinuidade de um programa de parcelamento especial privado e a revisão do programa de matrícula tardia, “que passou a oferecer um parcelamento ao aluno ao longo do período letivo, e não mais ao final do curso, aumentando a adimplência”, diz a companhia.

O aumento do nível de pagamento dos alunos também impulsionou a geração de caixa operacional da companhia, que fechou o quarto trimestre em R$104,1 milhões, alta de 78,3% na comparação anual.

A Kroton viu sua base de alunos avançar 44% no ciclo do segundo semestre, atingindo 218 mil alunos, em linha com o recuo nas medidas de restrição impostas pela pandemia e avanço da vacinação.

Alavancagem

A alavancagem da Cogna medida pelo múltiplo dívida líquida/Ebtida voltou a crescer no quarto trimestre, subindo de 2 vezes no terceiro trimestre para 2,16 vezes, refletindo uma alta de 3,6% no endividamento líquido da companhia no período.

“Devido ao cenário econômico atual e deterioração da taxa de juros, a companhia tem como objetivo a redução da dívida bruta, que atualmente apresenta um custo médio de CDI + 1,78%”, afirma a empresa em comunicado.

A diretoria da Cogna explica os resultados em teleconferência as 11h. Será o último evento do tipo comandado pelo diretor-presidente Rodrigo Galindo, que deixa o cargo a partir de abril para assumir o conselho de administração da companhia, sendo substituído por Roberto Valério.

As ações ordinárias da Cogna (COGN3) fecharam o pregão da última quinta-feira em alta de 3,13%, a R$2,31. No ano, os papéis caem 6,1%.

Texto: Gustavo Boldrini
Edição: Artur Horta e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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