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brMalls vai ao Cade contra Aliansce Sonae por aumento de participação

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brMalls vai ao Cade contra Aliansce Sonae por aumento de participação

A brMalls teme que o maior poder político da concorrente dentro de sua administração leve a manobras para a aprovação da proposta de fusão

brMalls vai ao Cade contra Aliansce Sonae por aumento de participação
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Atualizado há 3 meses

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São Paulo, 31 de março – A brMalls entrou com representação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica, Cade, acusando a Aliansce Sonae de tentar interferir em sua administração por meio do aumento de participação em seu quadro acionário, elevando ainda mais a tensão entre as duas companhias em meio ao impasse sobre uma potencial fusão.

Em comunicado ao mercado publicado na manhã desta quinta-feira, a brMalls diz ter pedido ao Cade que investigue os recentes aumentos de participação da Aliansce Sonae no seu capital social por meio do fundo canadense CPPIB, um dos controladores da rival – em 21 de março, a brMalls comunicou que o CPPIB passou a deter 10,24% de suas ações.

A administradora de shoppings teme que o maior poder político da concorrente, Aliansce Sonae, dentro de sua administração leve a manobras para a aprovação da proposta de fusão entre as companhias, que já sofreu duas recusas por parte da brMalls antes mesmo de ser enviada ao conselho de administração para avaliação.

A brMalls também pede que todos os direitos políticos da Aliansce Sonae na companhia sejam suspensos até que o Cade “analise devidamente os efeitos concorrenciais das referidas aquisições de participações”.

O comunicado da brMalls, datado de ontem, foi enviado à CVM pouco depois da publicação de uma entrevista do presidente da Aliansce Sonae, Rafael Sales, ao jornal O Estado de S. Paulo, falando sobre os planos da companhia de indicar uma chapa para o conselho da brMalls e indicando que não desistirá de emplacar uma fusão.

“Dentro dos limites da lei, vamos usar o direito de indicar conselheiros e construir uma chapa para ajudar a brMalls a evoluir como companhia, a chegar a um nível mais alto de performance, e que possa avaliar movimentos estratégicos de forma isenta, como esse que propomos. Como acionistas diligentes que somos, queremos que eles também tenham conselheiros com essa característica: conselheiros que pensem como donos”, disse Sales.

Para a brMalls, “o exercício de direitos políticos por parte dos integrantes do Grupo Aliansce Sonae ou por parte de qualquer terceiro que esteja agindo em concerto com o Grupo pode caracterizar infração às normas brasileiras concorrenciais”.

A companhia já rejeitou duas propostas de fusão da Aliansce Sonae – a última delas propunha um aumento de 10,9% em relação à primeira oferta, com uma parcela de R$1,85 bilhão em dinheiro, além da entrega de 276,7 milhões de ações da Aliansce.

Texto: Gustavo Boldrini
Edição: Allan Ravagnani
Imagem: Divulgação / brMalls

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