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Bradesco tem lucro recorde em 2021 e vê crédito crescendo até 14% em 2022

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Bradesco tem lucro recorde em 2021 e vê crédito crescendo até 14% em 2022

Segundo maior banco privado do Brasil, o Bradesco obteve lucro líquido recorrente acumulado de R$26,2 bilhões, alta de 34,7% ante 2020

Bradesco tem lucro recorde em 2021 e vê crédito crescendo até 14% em 2022
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Atualizado há 5 meses

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São Paulo, 8 de fevereiro – O Bradesco fechou 2021 com lucro líquido recorrente recorde em linha com o forte avanço nas operações de crédito decorrente da reabertura econômica, e oficializou a projeção de uma nova alta de dois dígitos no indicador em 2022.

O segundo maior banco comercial privado do Brasil obteve lucro líquido recorrente acumulado de R$26,2 bilhões no período, alta de 34,7% ante 2020, enquanto a carteira de crédito expandida subiu 18,3%, para R$812,6 bilhões – avanço de 23,2% no segmento pessoa física e de 15,3% na pessoa jurídica – e as provisões para devedores duvidosos caíram 41,6%.

O banco atualizou suas projeções para 2022 estimando um crescimento entre 10% e 14% na carteira de crédito, confirmando fala do presidente Octavio de Lazari Jr. em teleconferência dos resultados do terceiro trimestre, em que afirmou que o banco trabalhava com cenário de avanço de dois dígitos no indicador mesmo com perspectivas menos otimistas para o cenário macroeconômico.

“Em 2022 há novos fatores de risco a ponderar, não podemos ter expectativa em relação ao PIB, mas será uma navegação em terreno conhecido, tangível e sobre o qual mantemos nível razoável de controle”, disse Lazari em nota divulgada nesta terça.

Balanço trimestral

No quarto trimestre, o Bradesco reportou lucro líquido recorrente de R$6,61 bilhões, abaixo do consenso de R$6,89 bilhões, e queda de 2,8% na comparação com igual período de 2020 e de 2,3% ante o terceiro trimestre.

O recuo nos ganhos do trimestre teve impacto da alta de 12,1% nas despesas operacionais na base anual, com efeito de um acordo coletivo de aumento salarial e da inflação oficial de dois dígitos, disse o banco.

No período, as provisões para devedores duvidosos registraram alta de 27,5% na comparação com o terceiro trimestre, atingindo R$4,28 bilhões, em linha com o crescimento da carteira de crédito.

A margem financeira do Bradesco fechou o quarto trimestre em R$16,9 bilhões, acima do consenso de R$16,7 bilhões e o retorno sobre patrimônio líquido recorrente anualizado, ROAE, atingiu 17,5%, abaixo das previsões de 18,3%.

A diretoria do banco explica os resultados do trimestre nessa quarta-feira, em teleconferência para a imprensa a partir das 8h45 e com analistas a partir de 10h30.

Antes da divulgação dos resultados, o Bradesco anunciou a convocação de Assembleia Geral Extraordinária para aprovar o cancelamento de 29,5 milhões de ações do banco mantidas em tesouraria, além de um aumento de capital de R$4 bilhões com a capitalização de parte da sua reserva de lucros, com o objetivo de dar mais liquidez aos papéis. A assembleia foi marcada para 10 de março.

Desempenho das ações do Bradesco

A ação preferencial do Bradesco (BBDC4) fechou a sessão de hoje em queda de 0,57%, a R$22,72. Desde o início do ano, o papel acumula alta de 18,45%. O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 0,21%, a 112.234 pontos.

Texto: Gustavo Boldrini
Edição: Iolanda Nascimento
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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