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Bradesco BBI vê potencial excesso de oferta de energia

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Bradesco BBI vê potencial excesso de oferta de energia

"Graças ao grande acúmulo de energia renovável, o custo marginal de geração pode cair abaixo de R$ 150/MWh entre 2023 e 2030", diz relatório

Bradesco BBI vê potencial excesso de oferta de energia
bruno-luiz

Atualizado há 5 meses

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São Paulo, 14 de fevereiro – O Bradesco BBI aponta para um potencial excesso de oferta de geração de eletricidade no mercado brasileiro, que poderia reduzir os preços de energia no longo prazo, beneficiando consumidores e indústria e prejudicando empresas geradoras de energia, diz em relatório.

Incentivos regulatórios agressivos para construção de cobertura eólica e solar, intervenção direta do governo para construir 8 gigawatts de usinas térmicas, inflexíveis em sua maioria, entre 2026 e 2030, e a recuperação recente das chuvas e, consequentemente, dos reservatórios podem ser causadores do excesso de oferta e energia, segundo a casa.

“Graças ao grande acúmulo de energias renováveis, o custo marginal de geração pode cair bem abaixo de R$ 150/MWh entre 2023 e 2030”, diz o relatório, pontuando que o movimento reduziria o desenvolvimento de projetos de renováveis.

Recomendação para o setor de energia

Revisitando teses do setor elétrico devido ao potencial excesso de geração de eletricidade mencionado, o Bradesco BBI elevou a recomendação da ação ordinária da Eneva (ENEV3) para compra, com preço-alvo de R$15,00, vendo uma boa oportunidade no setor de gás, que está em uma fase inicial de desenvolvimento.

Além disso, os analistas também elevaram a recomendação da ordinária da CPFL Energia (CPFE3) para compra, com aumento na previsão de dividendos para 12% em 2022, com o principal risco para a tese sendo a governança, dado que a empresa é controlada por um grupo chinês. Ainda assim, o potencial de valorização mais do que cobre esses riscos, com preço-alvo de R$34,00.

Já para a Cesp (CESP6), Cemig (CMIG4), Cteep (TRPL4) e Energisa (ENGI11), o Bradesco BBI manteve a recomendação de compra. O preço-alvo estabelecido para essas empresas foi de R$27,00, R$17,00, R$28,50 e R$55,00, respectivamente.

Por outro lado, o relatório descreve Taesa (TAEE11) e Alupar (ALUP11) como ativos caros e rebaixa a recomendação de ambas para neutra. Já para a Neoenergia (NEOE3), essa redução para neutro se dá devido a problemas recentes com a governança corporativa, o que poderia afetar a sua rentabilidade.

Por fim, os analistas também reduziram a recomendação da Omega Energia (MEGA3) de compra para neutra, pontuando que preferem as ações da Cesp na tese de expansão renovável nesse momento.

Texto: Bruno Luiz
Edição: Maria Luiza Dourado e Letícia Matsuura
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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