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Banco do Brasil registra lucro recorde com carteira de crédito maior e provisões menores

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Banco do Brasil registra lucro recorde com carteira de crédito maior e provisões menores

O Banco do Brasil reportou lucro líquido recorrente de R$5,9 bilhões no quarto trimestre, superando em muito o consenso de R$4,97 bilhões

Banco do Brasil registra lucro recorde com carteira de crédito maior e provisões menores
maria-luiza

Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 14 de fevereiro – O Banco do Brasil registrou lucro líquido recorrente recorde no quarto trimestre de 2021, uma alta anualizada de mais de 60% graças ao aumento na margem com o mercado e na receita de prestação de serviços e queda na inadimplência, com retorno sobre o patrimônio se aproximando dos níveis dos bancos privados.

O banco estatal reportou lucro líquido recorrente de R$5,9 bilhões no quarto trimestre, o maior da história para o período, superando em muito o consenso de R$4,97 bilhões, representando aceleração anualizada de 60,5%. Com isso, o lucro acumulado em 2021 somou R$21 bilhões, 51,4% maior do que um ano antes e também recorde.

O retorno sobre patrimônio líquido do banco atingiu 15,8% no período, superando o consenso de 13,4% – se aproximando do registro de pares privados, como o Bradesco, cujo indicador ficou em 17,5%, e Santander Brasil, 20%.

A carteira de crédito do Banco do Brasil aumentou 17,8% na base anual, a R$874,9 bilhões, acompanhada do crescimento de 4,8% nas despesas administrativas da instituição, que somaram R$8,5 bilhões, enquanto a provisão para crédito de liquidação duvidosa, ou PCLD, ampliada da instituição caiu 26,5% na base anual, a R$3,8 bilhões.

“Crescemos a nossa carteira de crédito com assertividade nas originações, o que nos permitiu menor despesas de provisão. Essa equação fez com que alcançássemos o menor risco médio do mercado”, disse Fausto Ribeiro, presidente do BB em comunicado.

A margem financeira líquida do Banco do Brasil no quarto trimestre foi de R$11 bilhões, alta de 22,2% na base anual, e a receita de serviços subiu 5,9% na mesma comparação, a R$7,8 bilhões. Enquanto isso, as despesas administrativas do banco aumentaram 4,8% ano a ano, atingindo R$8,5 bilhões.

“Construímos o resultado histórico do ano passado a partir da busca por maior rentabilidade, da gestão da qualidade da carteira de crédito e do controle permanente de despesas”, disse Ribeiro, destacando o crescimento do crédito ao agronegócio, setor onde o BB é líder, o que lhe confere receitas consistentes, segundo o executivo.

Projeções e dividendos

O Banco do Brasil informou ainda suas projeções para 2022: lucro líquido recorrente entre R$23 bilhões e R$26 bilhões e margem financeira aumentando entre 11% e 15%.

O banco comunicou ainda a aprovação de distribuição de R$1,01 bilhão em dividendos, ou R$0,3558 por ação, e de R$1,3 bilhão em juros sobre capital próprio, ou R$0,4542 por ação.

A divulgação será comentada amanhã, 15, em teleconferência de resultados a partir das 10h15.

Desempenho das ações do Banco do Brasil

A ação ordinária do Banco do Brasil (BBAS3) encerrou a sessão desta segunda-feira em 0,42%, a R$33,54. Em 2022, o papel acumula ganho de 16,26%.

Para acompanhar o desempenho das ações das empresas listadas na bolsa brasileira, basta acessar o TC Matrix, ferramenta gratuita do TC.

Texto: Maria Luiza Dourado
Edição: Angelo Pavini e Letícia Matsuura
Imagem: Mover

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